22:36 20 Novembro 2019
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    Fragmentos do avião MH17 durante apresntação de relatório na Holanda

    Detetive alemão poderá fornecer novos dados sobre o acidente do voo MH17 à Rússia e Malásia

    © REUTERS / Michael Kooren
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    O detetive alemão informou a Sputnik que tentou fornecer novos dados à Procuradoria holandesa e à Equipe de Investigação Conjunta (JIT), mas que estes não foram aceites.

    Joseph Resch, um detetive particular alemão que está investigando a queda, no leste da Ucrânia, do avião da Malásia que fazia o voo MH17, disse que pode propor à Rússia, à Malásia e a outros países divulgar as novas informações sobre as causas da tragédia, as pessoas responsáveis por ela, bem como os dados obtidos de satélites estadunidenses.

    De acordo com as palavras do detetive, ele fará isso se a investigação internacional liderada pela Procuradoria da Holanda não reagir ao novo pedido de aceitar estas provas.

    Anteriormente, Joseph Resch já havia tentado fornecer à Procuradoria e à Equipe de Investigação Conjunta (JIT), liderada pela Holanda, novos materiais sobre o desastre do MH17, que não foram tidos em conta nas recentes declarações da EIC em Junho, mas tal foi recusado pelo lado holandês devido à condição de divulgação de provas na presença da mídia.

    "Eu vou escrever novamente à JIT, juntamente com meu advogado, para que seja divulgado a nível internacional, e veremos a reação. Eu não posso obrigar ninguém do JIT a aceitar estas provas [...] Mas então talvez eu vá divulgar (se a Equipe de Investigação Conjunta não aceitar as provas) também publicamente, junto com a Malásia, a Rússia ou qualquer outro país envolvido nesta investigação e que queira participar[...] Isso será divulgado, com qualquer país que venha a participar", declarou Resch.

    Falando das pessoas concretas responsáveis pela catástrofe, ele salientou que "durante a divulgação será tudo apresentado, quem foi […] com os nomes", disse o detetive recusando divulgá-los agora.

    Fotografias de satélites estadunidenses

    Joseph Resch disse ainda que gostaria que outros países, incluindo a Ucrânia, Malásia, Austrália, Alemanha, Bélgica e os EUA, participassem da análise de suas provas.

    "Eu tenho na minha posse fotografias de satélites estadunidenses, que aparentemente os EUA já não têm... Elas também serão divulgadas'', disse Resch, acrescentando que as imagens de satélite "certamente têm um papel importante" na investigação.

    O detetive chamou atenção para a reação inconsistente do JIT sobre esta questão, sendo que anteriormente "havia sido constantemente afirmado que as imagens de satélite eram necessárias, mas a certa altura deixaram de ser necessárias, porque, aparentemente, já não importavam mais".

    Preparado para testemunhar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

    Segundo o detetive, o governo alemão foi informado sobre a ocultação de informações no caso do desastre do voo MH17, embora o negue. Joseph Resch afirma que sabe o nome do culpado da ocultação.

    O detetive acrescentou em uma entrevista que está disponível para testemunhar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em qualquer demanda judicial que venha a ser interposta por familiares das vítimas do desastre, ocorrido em julho de 2014.

    Tragédia do voo MH17

    O avião que fazia o voo MH17 da Malaysia Airlines, entre Amsterdã e Kuala Lumpur, foi abatido em 17 de julho de 2014 sobre uma zona do leste da Ucrânia mergulhada em um conflito civil, na sequência do golpe de Estado em Kiev em fevereiro de 2014.

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    Tags:
    Malásia, Holanda, Rússia, Ucrânia, MH17, investigação, informações, dados
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