00:52 14 Dezembro 2019
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    Boris Johnson, candidato ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido pelo Partido Conservador, antes dos debates com o chanceler britânico Jeremy Hunt

    Novo primeiro-ministro britânico pede renegociação do Brexit

    © REUTERS / Frank Augstein/Pool
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    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu nesta quinta-feira (25) à União Européia que reconsidere sua recusa em renegociar o Brexit, colocando-se em rota de colisão com o bloco e seus próprios parlamentares por conta de sua promessa de deixar a UE até 31 de outubro.

    Dirigindo-se a uma sessão turbulenta do Parlamento pela primeira vez desde que se tornou primeiro-ministro, Johnson prometeu entregar o Brexit e um "futuro mais amplo e arrojado".

    O premiê rejeitou o Brexit acordado por sua antecessora, Theresa May, e insistiu que, embora deseje um acordo, isso só poderá acontecer se a União Europeia mudar sua opinião, especialmente na questão de um seguro para a fronteira irlandesa.

    "Espero que a União Europeia esteja igualmente pronta e que repensem sua atual recusa em fazer qualquer mudança no Acordo de Retirada", disse ele. "Se eles não o fizerem, é claro que teremos que sair — o Reino Unido — sem um acordo."

    A União Europeia repetiu, pela enésima vez, que não renegociará o acordo sobre os termos da saída da Grã-Bretanha.

    "A posição da União Européia permanece inalterada... Não reabriremos o acordo de retirada", disse a porta-voz da Comissão Européia, Mina Andreeva.

    Sem um acordo de divórcio, a Grã-Bretanha enfrenta um caótico Brexit que os economistas alertam que interromperia o comércio ao impor tarifas e verificações alfandegárias entre a Grã-Bretanha e o bloco. Este cenário poderia fazer despencar o valor da libra e mergulhar o Reino Unido em recessão econômica.

    No entanto, Johnson, que venceu uma eleição entre os membros do Partido Conservador para substituir May e tornar-se premiê, prometeu concluir o Brexit e silenciar "os que duvidam, os que cometem erros, os pessimistas" que acreditam que isso não pode ser feito.

    Mas os detalhes ainda são escassos sobre como o governo de Johnson aliviará o choque econômico se a Grã-Bretanha deixar o bloco sem acordo e precisar redesenhar acordos que regulam tudo, desde aviação até drogas e telecomunicações.

    Johnson tem menos de 100 dias para cumprir sua promessa de entregar o Brexit até 31 de outubro. No entanto, a Grã-Bretanha terá dificuldades para ter a atenção do bloco durante agosto, um período de férias sonolento em grande parte da Europa e data em que o Parlamento britânico entra em pausa de verão de seis semanas. 

    O novo premiê disse que estava pronto para conversar com os líderes da UE "sempre que eles estejam prontos para fazê-lo" e também prometeu "turbinar" o planejamento para um Brexit sem acordo, com milhões alocados para uma campanha de informação pública para cidadãos e empresas. 

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    União Europeia, Boris Johnson
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