18:22 15 Novembro 2019
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    Premiê britânica Theresa May posa ao lado do presidente russo Vladimir Putin no G20, que acontece no Japão

    Reino Unido nega reaproximação com a Rússia em encontro tenso entre Putin e May no G20

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    A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, teve uma reunião tensa com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, às margens da cúpula do G20, na qual disse que não haverá qualquer esperança de restaurar os laços entre os dois países, a menos que Moscou deixe de ser "irresponsável e desestabilizadora".

    Durante uma tensa conversa frente a frente com Putin em Osaka, May afirmou que "não pode haver uma normalização de nosso relacionamento bilateral até que a Rússia pare a atividade irresponsável e desestabilizadora". Para exemplificar o que queria dizer, a premiê voltou a mencionar o caso de envenenamento do ex-agente russo Sergei Skripal e de sua filha.

    De acordo com seu porta-voz, May naturalmente mencionou "o uso de um agente nervoso nas ruas de Salisbury", afirmando novamente que o Reino Unido tem "evidências irrefutáveis de que a Rússia esteve por trás do ataque".

    Voltando ao futuro dos laços entre Reino Unido e Rússia, May destacou que "continuamos abertos a um relacionamento diferente, mas para que isso aconteça, o governo russo deve escolher um caminho diferente".

    O tom do lado britânico foi reafirmado pelo secretário de Relações Exteriores do Reino Unido e líder da oposição conservadora, Jeremy Hunt.

    "Isso só mostra o que estamos enfrentando. [O líder trabalhista Jeremy] Corbyn em casa e as pessoas tentando subverter nossos valores do exterior. Nosso sistema democrático baseado em regras, respeito pelos direitos individuais e dignidade humana criou mais felicidade e riqueza do que qualquer outro modo de vida em qualquer lugar do mundo", ponderou.

    Hunt estava comentando sobre um post que ele retweetou da rede BBC, no qual Putin chamou o liberalismo de "obsoleto" e disse que ideias como o multiculturalismo "não são mais sustentáveis".

    Especialistas militares britânicos operam em área próxima da qual Sergei e Yulia Skripal foram encontrados inconscientes, em Salisbury, Inglaterra
    © AP Photo / Ben Birchall/PA
    Especialistas militares britânicos operam em área próxima da qual Sergei e Yulia Skripal foram encontrados inconscientes, em Salisbury, Inglaterra

    Putin: 'Não apresentaram provas'

    Putin, no entanto, acredita que tudo isso é o oposto da verdade. O escândalo que cercou o incidente de Salisbury resultou em relações acirradas entre a Rússia e o Reino Unido, prejudicando assim os laços econômicos, afirmou ele anteriormente ao jornal Financial Times.

    "Toda essa confusão sobre espiões e contra-ataques, não vale a pena para relações sérias entre dois países [...] Precisamos apenas deixá-lo em paz e deixar as agências de segurança lidar com isso", insistiu.

    Esses "escândalos de espionagem" levaram a um impasse nas relações "para que não pudéssemos desenvolver nossos laços normalmente e apoiar os empresários", prosseguiu. O Reino Unido está interessado em restaurar totalmente as relações bilaterais, assim como a Rússia, disse Putin. "Espero, pelo menos, que alguns passos preliminares sejam dados".

    O líder russo reiterou que todo o caso Skripal tinha pouco a ver com a Rússia, já que Londres, até hoje, não apresentou nenhuma prova credível do alegado envolvimento de Moscou. "Eles dizem: 'Você envenenou os Skripals'. Em primeiro lugar, isso deve ser provado".

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    Tags:
    relações bilaterais, diplomacia, Salisbury, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Vladimir Putin, Theresa May, G20, Reino Unido, Rússia
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