04:47 23 Outubro 2019
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    WikiLeaks founder Julian Assange is seen on the balcony of the Ecuadorian Embassy in London, Britain, May 19, 2017

    Relatos: Suécia considera reabrir investigação de abuso sexual contra Assange

    © REUTERS / Peter Nicholls
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    A Procuradoria-Geral da Suécia pode reabrir investigação contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, acusado de estuprar mulheres.

    As informações foram divulgadas na quinta-feira (11) pela edição Svenska Dagbladet, citando um representante da procuradoria.

    "Estamos estudando a questão e anunciaremos decisão hoje no decurso do dia", declarou o porta-voz da assessoria da procuradoria-geral, Karl Jigland.

    Ao mesmo tempo, ele especificou que a procuradora principal do caso de Assange, Marianne Ny, se aposentou, portanto o órgão terá que nomear um novo procurador para cuidar do caso, caso seja reaberto.

    A advogada da mulher que teria sido abusada sexualmente por Assange afirmou que ela e sua cliente saudaram a notícia de que Assange foi preso em Londres e prometeram fazer todo o possível para reabrir o caso.

    "Minha cliente e eu acabamos de receber a notícia de que Assange foi preso. É claro que é um choque para minha cliente, pois passamos sete anos aguardando e com esperança de que isso acontecesse. Estamos comprometidas a fazer tudo para que a Procuradoria reabra a investigação para que Assange seja transferido para a Suécia e levado ao tribunal pelas acusações de estupro", destacou Elisabeth Massi Fritz, citada pelo jornal Expressen.

    Recentemente foi comunicado que o Equador resolveu suspender o asilo diplomático de Assange, que estava vivendo na embaixada do país em Londres. Em seguida, a polícia britânica prendeu o fundador do WikiLeaks.

    O fundador do WikiLeaks estava na embaixada do Equador desde 2012, quando Londres concordou com extradição dela para a Suécia, onde foi acusado de crimes sexuais. Embora as autoridades suecas tenham arquivado o caso em 2017, Assange se recusou a deixar a embaixada, pois temia ser extraditado para os EUA, que têm interesse nele por ele ter publicado documentos diplomáticos e militares norte-americanos.

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    Tags:
    procuradoria-geral, abuso sexual, investigação, Julian Assange, Suécia
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