14:03 19 Maio 2019
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    Italian Deputy Prime Minister and League leader Matteo Salvini arrives for a news conference at the Senate upper house parliament building in Rome, Italy March 8, 2019

    Após vitória na Itália, Salvini diz que é hora da direita 'mudar a Europa' em maio

    © REUTERS / Yara Nardi
    Europa
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    Os parceiros de coalizão do governo da Itália iniciaram lutas separadas para as eleições da União Europeia (UE) em maio, depois que as recentes eleições regionais viram uma vitória retumbante para a coalizão de direita de Matteo Salvini às custas da esquerda.

    A coalizão do vice-primeiro-ministro obteve 42% das urnas na região de Basilicata, no sul do país, nas eleições locais de domingo, com 18,8% provenientes da base de partidários do partido Liga, de Salvini.

    O resultado marcou o fim da administração de centro-esquerda da região principalmente agrícola pela primeira vez desde 1995.

    Ele também significou um declínio acentuado no apoio local ao Movimento 5 Estrelas (M5S), cuja popularidade na Basilicata foi reduzida pela metade em relação aos 44,3% obtidos nas eleições gerais do ano passado, para pairar pouco mais de 20% após a pesquisa regional do último fim de semana.

    No entanto, eles ainda continuam sendo o maior partido da região. Enquanto o M5S e a Liga são parceiros de coalizão no governo nacional, a legenda de direita se associa localmente ao Forza Italia, do ex-premiê Silvio Berlusconi, e com o partido menor dos Irmãos da Itália, com quem eles estão mais alinhados ideologicamente.

    Salvini agradeceu aos eleitores por seu apoio na segunda-feira.

    "OBRIGADO! A Liga triplicou seu voto em um ano, a vitória também na Basilicata! Adeus à esquerda", declarou, antes de proclamar que "agora [é hora de] mudar a Europa".

    Salvini depois assegurou aos seus parceiros nacionais que ele estava feliz com a atual coalizão, observando que o apoio total à Liga e ao M5S era "ainda a maioria absoluta neste país". Ele acrescentou: "Meu oponente é o [centro-esquerda] PD [Partido Democrata]".

    No entanto, a onda de apoio à Liga fora de sua base de poder no Hemisfério Norte é motivo de preocupação para seu parceiro nacional, o M5S, que também está procurando transformar a frustração dos eleitores com os partidos estabelecidos na Itália em sucesso eleitoral continuado.

    Para esse fim, o M5S formou um novo grupo parlamentar com vários outros partidos reformistas da Grécia, Polônia, Croácia e Finlândia, antes das eleições da UE em maio. Luigi Di Maio, do 5 estrelas, que é o vice-primeiro-ministro da Itália, compartilhando a posição com Salvini, disse que o grupo se inspira em "criar uma nova Europa".

    Evangelos Tsiobanidis, cujo partido grego Akkel se juntou à aliança, afirmou à RT que o grupo é pró-europeu, mas lutaria contra as políticas de protetorado implementadas por membros mais ricos da UE em detrimento de outros.

    "Nós nos opomos à forma atual da UE. O pró-europeísmo, de fato, é a oposição à atual UE, com seu desrespeito corrupto dos interesses nacionais de todos os estados membros", avaliou.

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    Tags:
    nacionalismo, diplomacia, esquerda, direita, política, eleições, Akkel, Parlamento Europeu, União Europeia, Forza Italia, Movimento 5 Estrelas, Liga, Silvio Berlusconi, Luigi Di Maio, Matteo Salvini, Basilicata, Europa, Itália
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