21:11 20 Abril 2019
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    Aviões de combate franceses a bordo do porta-aviões Charles de Gaulle

    Ministra francesa promete atacar Assad de novo 'se necessário'

    © REUTERS / Jean-Paul Pelissier
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    Ao discursar no Conselho Atlântico na segunda-feira (18), a ministra da Defesa da França, Florence Parly, indicou que a ideia do presidente Emmanuel Macron da organização de um "verdadeiro exército europeu" não é uma ação contra os EUA, adicionando que Paris está pronta a atacar a Síria se for necessário.

    Florence Parly, a ministra francesa das Forças Armadas, reafirmou o apoio do país aos Estados Unidos, acrescentando que a França voltaria a atacar a Síria se necessário.

    "[…] Tenho uma mensagem mais ampla, uma mensagem simples: pode confiar em nós. Estaremos lá não só para as guerras de hoje, mas também para as de amanhã […] Quando [o presidente sírio Bashar] Assad usou armas químicas, a França e o Reino Unido estavam lá com os EUA para realizar ataques de precisão contra instalações químicas. Faremos isso novamente, se necessário", disse Parly.

    Em 14 de abril de 2018, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra vários alvos na Síria, justificando o ataque como uma medida de retaliação pelo suposto uso de armas químicas pelo governo de Assad contra civis sírios em Douma e que supostamente ocorreu em 7 de abril.

    As autoridades sírias negaram as acusações, insistindo que o ataque foi encenado por grupos militantes para justificar uma possível intervenção estrangeira na Síria.

    Anteriormente, a proposta do presidente francês Emmanuel Macron de formar um exército europeu provocou a indignação do presidente norte-americano, Donald Trump, e Florence Parly tentou apaziguar as contradições.

    A velocidade máxima do míssil Avangard, dotado de um corpo de titânio resistente às altas temperaturas, supera 20 vezes a velocidade do som
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia
    "A autonomia deve ser uma variante na amizade e a autonomia europeia não deve se tornar uma causa para que os EUA estejam menos comprometidos. Muito pelo contrário: os EUA e a Europa têm mais em comum do que ninguém […] Nós combatemos as mesmas guerras."

    Parly acrescentou que esta ideia "nunca deve ser vista como uma ação contra os Estados Unidos" e não se destina a inverter os termos da OTAN, mas a diminuir o peso sobre Washington.

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    Tags:
    ataque aéreo, cooperação, Europa, exército, Florence Parly, EUA, França
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