23:18 18 Abril 2019
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    Pequineses posam para fotos em frente a um dos primeiros mísseis nucleares da China, o Dong Feng 1, em visita ao Museu Militar Que mostra as conquistas e armas militares do país.

    Ministro alemão cobra pressão sob a China para fazê-la dialogar sobre desarmamento nuclear

    © AFP 2019 / Stephen SHAVER
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    O principal diplomata alemão, Heiko Maas, compartilhou analisou as novas ameaças à paz com a retirada dos EUA em uma entrevista ao Tagesspiegel am Sonntag. Ele culpou a relutância de Pequim em participar de acordos internacionais sobre o assunto como um dos fatores que causaram o fiasco INF.

    De acordo com o chefe do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, a recusa da China em negociar as limitações dos mísseis nucleares de médio alcance foi “uma das razões pelas quais os EUA e a Rússia não mais querem se comprometer unilateralmente com o Tratado sobre as Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF)”.

    “A China tem essa liberdade [de produzir mísseis do tipo], e outras também estão se armando: Coreia do Norte, Paquistão, Índia, por exemplo. Se Pequim se recusar a aceitar o controle, isso não precisa ser o fim da discussão. A China pertence à mesa de discussão. Temos que aumentar a pressão lá”, disse ele.

    Maas sugeriu que o Ocidente precisa se certificar de que “o assunto volte à agenda política”.

    “Nas décadas desde o fim da Guerra Fria, não havia muita necessidade de falar sobre isso. Mas nós temos que liderar o debate porque há cenários claros de ameaças. Nossa posição é que o armamento geral não deve ser o resultado da nova competição das grandes potências”, disse ele, expondo sua opinião sobre o assunto.

    Em entrevista ao Focus no início deste mês, a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, disse que os mísseis de médio alcance da China podem chegar à Rússia, sugerindo que Moscou pode ter interesse em incluir Pequim em "algum tipo de tratado de desarmamento".

    Outras autoridades alemãs já expressaram suas preocupações sobre o colapso do Tratado INF. O ministro da Economia e Energia, Peter Altmaier, por exemplo, não descarta uma nova corrida armamentista entre os EUA e a Rússia.

    Os Estados Unidos formalmente suspenderam suas obrigações com o Tratado INF no último dia 2 de fevereiro e desencadearam o processo de retirada de seis meses, alegando violação do acordo por parte de Moscou. O texto proíbe todos os mísseis lançados no solo, convencionais ou nucleares, com faixas de 310 a 3.400 milhas (498 a 5471 quilômetros).

    Apenas um mês depois, em 4 de março, o presidente russo Vladimir Putin assinou um decreto suspendendo as obrigações da Rússia com o Tratado INF, condicionando o cumprimento do lado russo ao retorno dos Estados Unidos às regras do acordo. O decreto de Putin entrou em vigor no dia em que foi assinado.

    Putin disse que Moscou não quer uma dispendiosa corrida armamentista, mas descartou qualquer nova negociação sobre o controle de armas, afirmando que todas as propostas anteriores permaneceram sobre a mesa.

    Tags:
    Tratado de Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF), Guerra Fria, Tagesspiegel am Sonntag, Focus, Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, Vladimir Putin, Peter Altmaier, Ursula von der Leyen, Heiko Maas, Moscou, Estados Unidos, Rússia, China
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