21:20 03 Dezembro 2020
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    O governo espanhol continuará trabalhando para exumar os restos mortais do ditador Francisco Franco, apesar das decisões judiciais contrárias às iniciativas, de acordo com um comunicado obtido pela Sputnik.

    Um tribunal administrativo em Madri ordenou ao governo que suspenda a exumação por questões de segurança, depois que a família de Franco resistiu a tentativas de rebocar o corpo.

    "O Supremo Tribunal, e não um tribunal administrativo, tem a competência para decidir sobre as decisões tomadas pelo gabinete […] Acreditamos que o tribunal vai mudar de ideia depois de ter ouvido o gabinete da prefeitura", disseram as autoridades.

    As autoridades espanholas decretaram a exumação dos restos mortais de Francisco Franco em agosto de 2018. Segundo a vice-premiê espanhola, Carmen Calvo, o atual local de enterro do ditador "mostra falta de respeito pelas vítimas enterradas no memorial".

    O memorial foi criado por ordem do próprio Franco em memória das vítimas da Guerra Civil Espanhola de 1936-1939, vencida pelos nacionalistas de Franco. Tanto os franquistas quanto as vítimas de guerra do lado oposto estão enterrados lá.

    O memorial em geral e o túmulo de Franco têm sido uma fonte de controvérsia devido aos diferentes pontos de vista sobre a era Franco. O complexo monumental é frequentemente visitado por seguidores de Franco e membros de organizações de direita para cerimônias solenes. Ativistas visitam regularmente o memorial no dia da morte do ex-ditador.

    Franco governou a Espanha de 1936 até sua morte em 20 de novembro de 1975. Ele foi enterrado em uma basílica no Vale dos Caídos, um santuário para aqueles que morreram na Guerra Civil Espanhola vencida pelos nacionalistas. O governo socialista se comprometeu repetidamente a mover os restos em um local mais adequado.

    Tags:
    Guerra Civil Espanhola, Supremo Tribunal da Espanha, Carmen Calvo, Francisco Franco, Espanha
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