13:39 20 Novembro 2019
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    Manifestantes contra o Brexit ao lado do prédio do Parlamento em Londres

    Oposição denuncia tentativa de forçar aprovação do acordo do Brexit obtido por Theresa May

    © REUTERS / Clodagh Kilcoyne
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    Viajando para a cidade egípcia de Sharm El-Sheikh, que receberá líderes da UE e de países da Liga Árabe para uma cúpula conjunta, a premiê do Reino Unido, Theresa May descartou nova votação sobre o acordo do Brexit nesta semana. Ela prometeu enviar o texto ao Parlamento no dia 12 de março, 17 dias antes da saída derradeira do país da UE.

    Reagindo ao anúncio de Theresa May sobre o atraso da votação do novo acordo com Bruxelas, o porta-voz trabalhista do Brexit, Keir Starmer, classificou a atitude da premiê como "o auge da irresponsabilidade".

    "Theresa May está imprudentemente correndo contra o relógio em uma tentativa desesperada de forçar membros do parlamento a escolherem entre o acordo dela ou acordo nenhum", afirmou. "O Parlamento não pode ficar de braços cruzados e permitir que isso aconteça".

    Conforme o prazo para deixar a UE se aproxima, cresce em Westminster o número de parlamentares que defendem um Brexit "sem acordo", citando a alegada falta de flexibilidade do bloco em acertar um compromisso mutuamente satisfatório. A UE, por sua vez, preocupa-se com outros membros, exigindo uma maior participação na arquitetura de governança do bloco depois do Brexit.

    A tese, porém, esbarra nas consequências catastróficas para o Reino Unido em caso de um Brexit desordenado e sem acordo. Estudo recente do jornal Financial Times mostrou que a economia britânica pode diminuir mais de 9% ao longo dos próximos 10 anos sem um acordo com a UE. Além disso, dezenas de empresas se preparam para deixar o país e milhares de vagas de emprego podem fechar.

    Tags:
    Partido Trabalhista britânico, Financial Times, Keir Starmer, Theresa May, Sharm El-Sheikh, Westminster, Bruxelas, Reino Unido
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