17:38 19 Julho 2019
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    Angela Merkel

    Merkel: Esforços pelo desarmamento devem incluir EUA, Rússia, UE e China

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    Europa
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    A declaração da chanceler alemã ocorre em meio a um impasse entre Moscou e Washington, depois que os EUA anunciaram a suspensão do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).

    "O desarmamento é algo que preocupa a todos nós e é claro que ficaríamos felizes se essas conversas fossem realizadas não apenas entre os Estados Unidos, Europa e Rússia, mas também com a China", afirmou Angela Merkel na Conferência de Segurança de Munique, no sábado.

    Comentando o assunto, o Ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, observou que o término do acordo poderia levar a uma nova corrida armamentista.

    No início de fevereiro, Washington disse que estava suspendendo as obrigações previstas sob o Tratado INF. A Rússia respondeu da mesma maneira. Os EUA disseram que sairiam do tratado em seis meses, a menos que a Rússia voltasse a cumprir o acordo, mas Moscou refuta as alegações de violação do.

    Washington também se mostrou favorável a um novo texto envolvendo todos os países com tecnologia de produção de mísseis de médio alcance, incluindo a China.

    OTAN é "âncora da estabilidade" na Europa

    A chefe do governo alemão sublinhou a importância da OTAN, salientando que não é apenas uma aliança militar, mas também uma "comunidade de valores partilhados", como os direitos humanos e a democracia.

    "Nós conversamos na época se ainda precisamos da OTAN hoje. E sim, precisamos da OTAN como uma âncora de estabilidade no mar tempestuoso", disse Merkel.

    Em novembro passado, o presidente francês Emmanuel Macron pediu o estabelecimento de um exército europeu que "protegesse" a união da China, Rússia e até dos Estados Unidos.

    Merkel rapidamente aceitou a ideia, acrescentando que "os tempos em que poderíamos confiar uns nos outros acabaram". No entanto, ela ressaltou que um futuro exército da UE complementaria a OTAN e de forma alguma questionaria os laços europeus com a aliança.

    Trânsito de Gás na Europa

    A chanceler alemã também abordou a questão do trânsito de gás, observando que a UE não deve interromper o comércio com Moscou por causa de algumas razões políticas, mas também salienta que a Ucrânia deve permanecer país de trânsito de gás da Rússia.

    A declaração de Merkel acontece poucos dias depois de o Conselho da União Europeia e o Parlamento Europeu terem chegado a um acordo sobre as emendas à diretriz de gás da UE, tratando de seções marítimas de gasodutos e, portanto, o projeto Nord Stream 2 da Rússia.

    O Nord Stream 2 é uma joint venture entre a empresa russa Gazprom, a Engie da França, a OMV da Áustria, a empresa anglo-holandesa Royal Dutch Shell e as empresas alemãs Uniper e Wintershall. O objetivo é fornecer 55 bilhões de metros cúbicos de gás natural russo por ano à União Europeia via Mar Báltico, ignorando a Ucrânia.

    Tags:
    Nord Stream 2, Tratado INF, Conferência de Segurança de Munique (MSC), Parlamento Europeu, Conselho da União Europeia, Wintershall, Uniper SE, Royal Dutch Shell, OMV AG, Engie, Gazprom, OTAN, União Europeia, Emmanuel Macron, Peter Altmaier, Angela Merkel, Ucrânia, mar Báltico, Moscou, China, Rússia, Europa, Estados Unidos
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