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    Riot police stand guard during clashes with demonstrators in the streets near the Turkish consulate in Rotterdam, Netherlands March 12, 2017.

    Ataque terrorista desmontado na Holanda podia ter matado dezenas de pessoas, diz promotor

    © REUTERS / Dylan Martinez
    Europa
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    Dezenas de pessoas teriam sido mortas em um ataque terrorista sem precedentes na Holanda se uma célula terrorista de sete soldados não tivesse sido detida a tempo, revelou um promotor público holandês na última quinta-feira.

    Os terroristas foram interceptados em setembro do ano passado, após meses de investigação. Os sete suspeitos foram presos nas cidades de Arnhem e Weert. A polícia apreendeu 100 kg de fertilizantes e outros materiais para fabricação de bombas em suas casas, informou-se na época.

    Nesta semana, as audiências preliminares do polêmico caso começaram.

    "Os suspeitos se despediram de amigos. Esses suspeitos estavam a caminho de cometer um ataque, com dezenas de vítimas. A Holanda escapou de um grande ataque", comentou o promotor a um tribunal na quinta-feira.

    Segundo a acusação, os terroristas pretendiam alvejar um festival com armas e bombas. Um carro-bomba também foi considerado pelo grupo. Os conspiradores discutiram como conduziriam o ataque, como evitariam a polícia e como deveriam disparar seus coletes explosivos mais cedo se a polícia tentasse impedi-los, segundo a Corte.

    Felizmente, a polícia identificou a ameaça antes que eles pudessem realizar seus planos. O promotor salientou que em nenhum momento o público estava em perigo neste caso.

    Mas tudo poderia ter sido bem diferente. Se os acusados tivessem tido êxito, poderíamos ter dezenas de vítimas, prosseguiu a autoridade holandesa.

    A operação policial para impedir o plano terrorista começou em meados de maio, após uma denúncia do serviço de inteligência holandês AIVD, que apontou um dos suspeitos como um potencial terrorista. A polícia conseguiu se infiltrar na célula em algum momento de junho e coletou provas suficientes contra eles no final de setembro, quando as prisões foram feitas. Pouco antes disso, os membros do grupo receberam treinamento no uso de armas por dois policiais disfarçados.

    A equipe de defesa insiste que a operação policial foi na verdade uma armadilha e que o grupo nunca teria participado do treinamento com armas a menos que fosse provocado pela polícia. Os acusados dizem que só queriam "brincar com Kalashnikovs" e não eram "jihadistas ortodoxos", ao contrário do que a promotoria alega.

    Das sete pessoas presas em setembro, apenas três estavam presentes durante a audiência preliminar. Uma pessoa de 18 anos foi libertada devido à falta de provas para justificar sua continuada detenção, mas continua sendo um suspeito no caso.

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    Tags:
    armas, bomba, fertilizantes, jihadistas, terrorismo, AIVD, Arnhem, Weert, Holanda
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