08:00 20 Março 2019
Ouvir Rádio
    Carro ardendo durante protestos do movimento coletes amarelos em Paris

    França terá atos mais violentos e maiores dos 'coletes amarelos', preveem autoridades

    © Sputnik / Irina Kalashnikova
    Europa
    URL curta
    141

    Autoridades francesas disseram nesta sexta-feira (11) que as demonstrações dos "coletes amarelos" neste fim de semana deverão ser maiores e mais violentas do que há uma semana. O movimento perdeu força no fim de 2018, mas está ganhando um novo ímpeto.

    O chefe da polícia nacional, Eric Morvan, disse à rádio France Inter que esperava "um retorno a um nível de mobilização de antes dos feriados de Natal". É o nono sábado consecutivo de protestos em todo o país, caracterizados por confrontos com a polícia e destruição de propriedade.

    Em 5 de janeiro, cerca de 50 mil pessoas vestindo os coletes amarelos de motoristas foram às ruas em Paris e outras cidades, um aumento em relação ao final de dezembro, mas muito abaixo dos quase 300 mil que participaram do protesto inaugural em meados de novembro.

    O chefe da polícia de Paris, Michel Delpuech, disse esperar que os manifestantes em Paris superem os 3.500 que tentaram marchar sobre a Assembléia Nacional na semana passada, e previu que seriam "mais tentados pela violência".

    O chefe da segurança na região de Cher anunciou que os coletes amarelos serão proibidos de se manifestarem no centro histórico de Bourges.

    Os protestos da semana passada foram marcados pelo retorno dos confrontos e da destruição vistos no auge dos protestos no final de novembro e início de dezembro.

    Em duas cenas particularmente chocantes captadas em vídeo, um grupo de manifestantes usou uma empilhadeira derrubar as portas do gabinete do porta-voz do Ministério de Governo e um ex-boxeador profissional agrediu dois policiais sobre o rio Sena.

    "Semana após semana observamos uma tendência a comportamentos cada vez mais violentos", disse Delpuech à rádio France Inter, acrescentando que os símbolos do poder estatal se tornaram os principais alvos.

    Os "coletes amarelos" acusam a polícia de incentivar a violência com o uso indiscriminado de gás lacrimogêneo, balas de borracha e granadas de efeito moral. Eles também apontam para um vídeo que mostra um capitão da polícia na cidade de Toulon, no sul da França, espancando manifestantes.

    O governo do presidente Emmanuel Macron está adotando uma linha cada vez mais dura com os protestos, que começaram em meados de novembro no interior rural devido ao imposto sobre os combustíveis e logo se transformou em uma rejeição total do presidente.

    Os manifestantes acusam Macron e seu governo de serem surdos às preocupações dos cidadãos comuns e de favorecer os ricos sobre os pobres com suas políticas fiscais.

    Alguns estão decididos a derrubar o presidente.

    Na segunda-feira, o primeiro-ministro Edouard Philippe anunciou que 80.000 membros das forças de segurança seriam mobilizados em todo o país no sábado.

    "Aqueles que questionam nossas instituições não terão a última palavra", disse Philippe.

    Ele também anunciou planos para criar uma legislação para expulsar os "encrenqueiros" dos atos. 

    Mais:

    França faz pedido ao Irã: 'pare todas as atividades com mísseis balísticos'
    Embaixada dos EUA na França pede que cidadãos evitem protestos dos 'coletes amarelos'
    Bombardeiro Mirage 2000D sofre acidente na França
    'Coletes amarelos': França anuncia endurecimento de leis sobre protestos
    Pelo menos 50 mil participaram dos protestos na França
    Tags:
    Emmanuel Macron, França
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar