16:31 12 Novembro 2018
Ouvir Rádio
    O enfermeiro Niels Hoegel durante julgamento em 2015.

    Enfermeiro alemão admite ter matado 99 pacientes

    © AP Photo / Carmen Jaspersen/dpa, File
    Europa
    URL curta
    0 0 0

    Um enfermeiro alemão admitiu em seu julgamento nesta terça-feira (30) ser o serial killer mais letal da Alemanha no pós-guerra, assassinando 99 pacientes com injeções letais para que ele pudesse interpretar um heroí tentando ressuscitá-los.

    Quando o juiz Sebastian Buehrmann perguntou a Niels Hoegel, de 41 anos, se as acusações contra ele eram válidas, ele respondeu afirmativamente, acrescentando: "Tudo o que eu admiti é verdade".

    Hoegel escondeu o rosto atrás de uma pasta de plástico azul quando foi conduzido ao tribunal da cidade de Oldenburg, no norte, pela polícia e seu advogado.

    Ele já havia sido condenado a 15 anos de prisão em 2015, depois de ter sido considerado culpado por matar dois pacientes com injeções letais. Em janeiro, os promotores trouxeram novas acusações contra ele por matar outras 97 pessoas.

    Sua admissão não encerrará o julgamento, no qual as famílias das vítimas esperam descobrir mais informações sobre os crimes.

    "Queremos que ele receba a sentença que merece", disse Frank Brinkers, cujo pai morreu em uma overdose supostamente administrada por Hoegel. "Quando este julgamento acabar, queremos colocar tudo isso para trás."

    Dez anos atrás, um enfermeiro alemão foi condenado por matar 28 pacientes idosos. Ele disse que deu injeções letais porque sentia pena deles. Ele foi condenado à prisão perpétua.

    Mais:

    Líder de grupo judaico se afasta após ter passado nazista revelado na Alemanha
    Alemanha: 'Zona de desescalada em Idlib da Síria é o primeiro passo para o cessar-fogo'
    Pentágono envia à Alemanha maior carga militar dos últimos 20 anos (FOTO)
    França e Alemanha trocam farpas sobre projeto de novo jato de combate, diz revista
    Tags:
    Alemanha
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik