08:29 17 Outubro 2018
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    Trabalhadores limpam escombros de um centro de treinamento policial em Novi Sad, no norte da Iugoslávia, que foi destruída durante ataques aéreos da OTAN em 25 de março de 1999 (imagem de arquivo)

    Atacar para proteger: chefe da OTAN revela objetivo de bombardeios na Iugoslávia

    © AFP 2018 /
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    Apesar de uma parte das pessoas na Sérvia guardar poucas memórias do bombardeio realizado pela OTAN em 1999, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, alega que o ataque à antiga Iugoslávia foi feito para proteger a população de seu próprio governo.

    Durante uma reunião com estudantes da Universidade de Belgrado (Sérvia), Stoltenberg respondeu a questões referentes ao bombardeio e sobre a campanha da OTAN contra o governo do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic.

    "Enfatizei que fizemos isso para proteger os civis e parar o regime de Milosevic", disse o secretário-geral citado pela mídia Espreso, segundo a qual os moradores locais têm poucas lembranças dos eventos.

    Independentemente da decisão de Belgrado de não aderir à aliança, Stoltenberg afirma que a OTAN e a Sérvia têm um "excelente relacionamento" e que "respeita" a sua decisão. Além disso, a aliança apoia o "diálogo" entre a Sérvia e a região separatista de Kosovo, que autoproclamou a sua independência.

    A declaração do secretário-geral da OTAN veio uma semana após um breve aumento de tensões entre Belgrado e Pristina, desencadeadas pela visita do líder de Kosovo a uma parte setentrional da região separatista, povoada por sérvios que se recusam a reconhecer a autoridade de Pristina.

    Em 1999, sem o apoio do Conselho de Segurança da ONU, a OTAN lançou ataques aéreos contra a então Iugoslávia, acusando Belgrado do "uso excessivo e desproporcional da força" em um conflito com insurgentes muçulmanos albaneses na região de Kosovo, que viria posteriormente, em 2008, a declarar a independência.

    No ataque foram usadas entre 10 e 15 toneladas de urânio empobrecido, causando um grande desastre ambiental. Os sérvios processaram a organização pela agressão, que levou ao aumento de casos de doenças relacionadas ao câncer em toda a área.

    Um membro da equipe jurídica internacional comunicou que "33.000 pessoas ficam doentes por causa disso todos os anos".

    O secretário-geral também enfatizou que a OTAN apoiará todos os esforços para normalizar a situação de segurança e reduzir as tensões religiosas, considerando que este território "merece um futuro melhor como parte da comunidade euro-atlântica". Em 2015, Stoltenberg expressou "arrependimento" pelas baixas civis do bombardeio da OTAN.

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    Tags:
    ataque, destruição, aliança, agressão armada, mortes, urânio, atentados, bombardeio, ONU, OTAN, Slobodan Milosevic, Jens Stoltenberg, Belgrado, Iugoslávia, Sérvia
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