08:07 20 Setembro 2018
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    Especialistas britânicos investigando a área onde foi envenenado o ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha

    EUA, França, Alemanha e Canadá apoiam avaliação de Londres quanto ao ataque de Salisbury

    © REUTERS / Henry Nicholls
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    A polícia do Reino Unido publicou novos dados sobre a investigação de envenenamento de Skripal ontem, apresentando fotos e os nomes de dois cidadãos russos que supostamente tentaram envenenar Sergei Skripal e sua filha Yulia.

    A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, também disse que o governo concluiu que os dois indivíduos apontados pela polícia e pelo CPS eram oficiais de um serviço de inteligência militar russo conhecido como GRU.

    "Nós, os líderes da França, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, reiteramos nossa indignação com o uso de um agente químico nervoso, conhecido como Novichok, em Salisbury em 4 de março. Temos plena confiança na avaliação britânica de os dois suspeitos eram oficiais do serviço de inteligência militar russo, também conhecido como GRU, e que essa operação quase certamente foi aprovada em nível de governo sênior", diz o comunicado.

    Além disso, os países saudaram o progresso da investigação.

    "Congratulamo-nos com o progresso feito na investigação sobre o envenenamento de Sergei e Yulia Skripal, e tomamos nota das acusações de homicídio tentadas ontem contra dois suspeitos. Elogiamos o trabalho da Polícia do Reino Unido e todos os envolvidos nesta investigação", diz a bita,

    Após novas descobertas no caso de envenenamento de Sergei Skripal, a enviada do Reino Unido à ONU, Karen Pierce, disse que o Reino Unido consideraria a possibilidade de ampliar as sanções contra a Rússia.

    "Vamos discutir com os aliados quais são os melhores passos", disse ele. "Como você sabe, os Estados Unidos vão se juntar a nós na expansão das sanções contra a Rússia".

    O caso Sergei Skripal em Salisbury

    Na quarta-feira, o Ministério Público do Reino Unido informou que tinha provas suficientes para acusar Alexander Petrov e Ruslan Boshirov do ataque com o agente nervoso Novichok em Salisbury. O governo do Reino Unido também alegou que os dois indivíduos eram oficiais da Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU).

    "Esta prova é o suficiente para que nossas autoridades de acusação independentes apresentem acusações criminais em relação ao ataque de Salisbury e emitam mandados de prisão europeus", disse Pierce. "Com relação a estes dois indivíduos, obtivemos um mandado de detenção europeu e emitiremos em breve um alerta vermelho da Interpol."

    No começo do dia, Londres e seus aliados pediram à Rússia que divulgue seu "programa Novichok" para a Orgarnização para a Proibição de Armas Químicas.

    Em 4 de março, Skripal e sua filha foram encontrados inconscientes em um banco de um shopping center em Salisbury. O Reino Unido e seus aliados acusaram Moscou de ter orquestrado o ataque com o que os especialistas do Reino Unido afirmavam ser o agente nervoso A234. As autoridades russas refutaram fortemente as acusações e a situação levou a uma disputa internacional, com dezenas de diplomatas russos sendo expulsos do Reino Unido e de outros países da UE. Moscou expulsou diplomatas britânicos da Rússia em resposta às ações do país.

    Tags:
    A234, Novichok, Polícia do Reino Unido, Diretoria Principal de Inteligência da Rússia (GRU), Ministério Público do Reino Unido, Karen Pierce, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Theresa May, Salisbury, Estados Unidos, Londres, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França
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