08:08 24 Setembro 2018
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    Militares ucranianos sobre um blindado perto de Donetsk, foto de arquivo

    Kiev poderia usar Donbass como pretexto para cancelar eleições em 2019, avisa Donetsk

    © REUTERS / Gleb Garanich
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    As autoridades da Ucrânia podem lançar uma ofensiva em Donbass para obter um motivo legal para cancelar as eleições presidenciais previstas para 2019.

    Tal opinião foi expressa por Eduard Basurin, vice-chefe do comando operacional da República Popular de Donetsk (RPD).

    "A análise das ações do adversário tomadas no último mês permite falar sobre a realização, por parte do comando político-militar ucraniano, de um complexo de medidas destinadas a cancelar as eleições presidenciais na Ucrânia previstas para março de 2019", afirmou Basurin.

    Nas palavras dele, o comando militar ucraniano propaga informações falsas sobre um grande número de violações do regime de cessar-fogo em Donbass.

    De acordo com o vice-chefe do comando operacional, tais ações são tomadas para "mostrar aos eleitores ucranianos e à comunidade internacional que o conflito [em Donbass] está em fase ativa e não parou nem por um dia".

    "Não excluímos que a parte ucraniana violará premeditadamente os Acordos de Minsk e lançará ofensivas em várias partes da frente para confirmar suas palavras", destacou.

    Ao falar sobre a vantagem que as autoridades da Ucrânia terão nesse caso, Basurin sublinhou que isso permitirá introduzir a lei marcial em várias partes do país.

    "Esse regime, introduzido em pelo menos uma região da Ucrânia, automaticamente cancela a campanha eleitoral e, como consequência, frustra a realização das eleições em todo o país em março de 2019", explicou.

    Em abril de 2014, as autoridades ucranianas começaram uma operação militar contra as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk, que declararam independência depois do golpe de Estado na Ucrânia em fevereiro de 2014. Segundo os últimos dados da ONU, mais de dez mil pessoas já foram vítimas do conflito.

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    Tags:
    conflito armado, eleições presidenciais, ofensiva, Acordos de Minsk, Eduard Basurin, Donetsk, Donbass, Ucrânia
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