13:49 16 Outubro 2018
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    Especialistas militares britânicos operam em área próxima da qual Sergei e Yulia Skripal foram encontrados inconscientes, em Salisbury, Inglaterra

    Rússia: falta de acesso aos Skripals aumenta as suspeitas de isolamento forçado

    © AP Photo / Ben Birchall/PA
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    O impedimento do acesso público ao ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, supostamente submetidos a um ataque venenoso em Salisbury em março, por mais de cinco meses, aumenta suspeitas sobre seu isolamento forçado, disse o porta-voz da embaixada russa em Londres nesta terça-feira.

    O porta-voz ressaltou que por quase meio ano os cidadãos russos foram privados de contatos com parentes, amigos, jornalistas, representantes oficiais russos, bem como da liberdade de trânsito.

    "Londres persiste em recusar o contato com os [Skripals] para garantir que eles não estejam sendo pressionados pelas autoridades [do Reino Unido]. Isso só aumenta as suspeitas sobre o isolamento forçado dos Skripals ou a inconsistência entre sua condição real e aquela que está sendo oficialmente declarada", disse o porta-voz aos repórteres.

    Segundo a embaixada russa, os jornalistas também não podem obter acesso aos Skripals sem a aprovação prévia das autoridades, o que pode indicar que o assunto está sendo censurado no Reino Unido.

    Em 4 de março, Skripal e sua filha foram encontrados inconscientes em um banco de um shopping center em Salisbury. O Reino Unido e seus aliados acusaram Moscou de ter orquestrado o ataque com o que os especialistas britânicos afirmam ser a neurotoxina A234, sem apresentar qualquer prova. As autoridades russas refutaram as acusações como infundadas.

    Desde então, os Skripals se recuperaram do ataque e receberam alta do hospital onde estavam sendo tratados.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia entregou mais de 60 notas ao Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido solicitando acesso à investigação sobre o caso, que afetou os cidadãos russos e ofereceu cooperação, inclusive na condução de uma investigação conjunta sobre o incidente, mas não foi atendido pelas autoridades britânicas.

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