07:59 22 Outubro 2018
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    Em Londres, manifestantes seguram placas e faixas durante marcha em apoio ao NHS, o serciço nacional de saúde britânico.

    No Reino Unido, milhares vão às ruas para defender sistema público de saúde

    © REUTERS / Simon Dawson
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    Milhares de britânicos participaram neste sábado (30) de uma manifestação em Londres para marcar o 70º aniversário do Serviço Nacional de Saúde (NHS) e protestar contra os cortes no financiamento do governo no setor, informou um correspondente do Sputnik.

    A manifestação acontece em meio a preocupações crescentes com o destino do NHS à luz do Brexit, apesar do aumento anual de US$ 27 bilhões para o serviço até 2023, recentemente anunciado pelo governo.

    Na quinta-feira (27), a mídia local informou que os médicos do Reino Unido apontaram preocupações sobre as implicações negativas do Brexit no NHS, incluindo o corte de pessoal, e pediram um referendo sobre o acordo final com a União Europeia.

    A marcha liderada pelos funcionários do serviço de saúde em todo o centro da capital do Reino Unido foi acompanhada por políticos, ativistas, figuras públicas e cidadãos comuns que se opõem aos cortes no financiamento do NHS e ao declínio no número de trabalhadores de saúde da UE, chegando ao país à luz do Brexit.

    As faixas e bandeiras dos manifestantes pediam o fim das políticas de austeridade e o aumento das despesas sociais, ao invés de gastos militares, e recebiam bem as chegadas de imigrantes.

    A manifestação culminou em uma protesto na Praça do Parlamento, durante a qual o líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn se dirigiu à multidão.

    O NHS tem lutado há muito tempo por cortes no financiamento e aumento da pressão sobre os hospitais, o que levou a escassez de pessoal e longas filas e atrasos no recebimento de tratamento no que foi apelidado de uma crise de saúde pela oposição e pelos cães de guarda.

    No início de junho, a primeira-ministra britânica Theresa May disse que o NHS receberia mais 20 bilhões de libras (US$ 27 bilhões) até 2023, o que seria parcialmente financiado pelo chamado dividendo Brexit, uma vez que Londres deixe de fazer pagamentos consideráveis ao orçamento da UE.

    Entretanto, uma das principais implicações do Brexit no sistema de saúde do Reino Unido é a perda de pessoal da Área Econômica Europeia. A mídia do Reino Unido informou no final de abril que quase 4 mil enfermeiras e parteiras da Área Econômica Europeia haviam deixado o Reino Unido em 2017, com apenas 800 chegando.

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    Tags:
    serviço público, manifestação, protesto, União Europeia, NHS, Jeremy Corbyn, Theresa May, Reino Unido
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