09:51 17 Setembro 2021
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    Nove países da UE formalizarão nesta segunda-feira (25) um plano para criar uma força de intervenção militar europeia, disse um ministro francês, com a Reino Unido apoiando a medida como forma de manter fortes laços de defesa com o bloco após o Brexit, segundo a AFP.

    A força, conhecida como Iniciativa Europeia de Intervenção e defendida pelo presidente francês Emmanuel Macron, pretende ser capaz de se posicionar rapidamente para lidar com crises.

    Uma carta de intenções deverá ser assinada em Luxemburgo nesta segunda-feira (25) por França, Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Holanda, Estônia, Espanha e Portugal, disse o ministro francês da Defesa, Florence Parly, ao jornal Le Figaro.

    A iniciativa envolve "um trabalho de planejamento conjunto sobre cenários de crise que poderiam potencialmente ameaçar a segurança europeia", segundo uma fonte próxima do ministro, incluindo desastres naturais, intervenção em uma crise ou evacuação de cidadãos.

    A iniciativa estaria separada de outra cooperação de defesa da UE, o que significa que não haveria nenhum obstáculo para o Reino Unido tomar parte depois de deixar o bloco.

    "Esta é claramente uma iniciativa que permite a associação de alguns países não membros da UE", disse o ministro francês. "O Reino Unido tem estado muito interessado porque quer manter a cooperação com a Europa além dos laços bilaterais", acrescentou.

    25 países da UE assinaram um grande pacto de defesa em dezembro, concordando em cooperar em vários projetos militares, mas não está claro se o Reino Unido poderá participar de qualquer um deles depois que deixar o bloco europeu.

    A UE tem quatro "grupos de combate" militares multinacionais desde 2007, mas desacordos políticos fizeram com que as tropas nunca fossem mobilizadas.

    Paris espera que, concentrando-se em um grupo menor de países, sua nova iniciativa possa atuar de forma mais decisiva, livre dos encargos que às vezes dificultam a ação dos 28 membros da UE e da OTAN, composta por 29 membros.

    A Itália havia demonstrado originalmente interesse na proposta. O novo governo em Roma "está considerando a possibilidade de se unir" à iniciativa, mas não tomou uma decisão final, disse Parly.

    Na sexta-feira (22), a liderança da OTAN, Jens Stoltenberg, afastou a possibilidade de que a iniciativa europeia venha a concorrer com a aliança. Segundo ele, a iniciativa será complementar à OTAN, porém, fez questão de lembrar após o Brexit, 80% do financiamento da organização virá de fora União Europeia.

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    França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Portugal, Dinamarca, Estônia, Holanda, Luxemburgo, Jens Stoltenberg, Emmanuel Macron, Florence Parly, OTAN, União Europeia, Le Figaro, cooperação militar
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