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    Parlamentar conservador do Reino Unido quer proibir cantos homofóbicos em jogos de futebol

    © Sputnik / Vitali Belousov
    Europa
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    O parlamentar conservador britânico Damian Collins anunciou planos de cooperar com o ex-capitão do time de rugby do País de Gales Gareth Thomas, na tentativa de proibir o canto homofóbico durante as partidas de futebol.

    "Chegou a hora de passar do reconhecimento à ação. É por isso que Gareth e eu estamos buscando emendar a Lei de Ofensas no Futebol de 1991 para incluir os cânticos ou gestos de natureza indecente com referência à orientação sexual ou identidade de gênero", disse Collins ao jornal The Guardian.

    Ele explicou que a emenda proposta, a ser submetida à Câmara dos Comuns na segunda-feira, "visa estender essa proteção legal aos jogadores e fãs LGBTQ+".

    "A FIFA e outros órgãos governamentais de esportes devem tomar as medidas necessárias para garantir que o abuso homofóbico nunca seja tolerado e que ações sejam tomadas contra pessoas que se envolvam em atividades como essas, não importa onde o jogo seja jogado", enfatizou o parlamentar.

    Ele expressou a esperança de que o novo projeto em breve se torne uma lei que, segundo Collins, acrescentaria ao "tornar o futebol um esporte que seja verdadeiramente aberto a todos".

    No começo da semana, o atacante mexicano Javier Hernandez pediu aos torcedores de seu país que se abstenham de seus cânticos homofóbicos nos jogos da Copa do Mundo na Rússia.

    A FIFA multou em US$10,1 mil dólares a Federação Mexicana de Futebol pelo incidente reportado durante a partida contra Alemanha. Em casos mais graves, a Federação pode proibir a participação da torcida e, em última instância, até mesmo desclassificar um time de competições oficiais como forma de punição.

    Tags:
    LGBTQ, Lei de Ofensas ao Futebol no 1991, Federação Mexicana de Futebol, The Guardian, FIFA, Javier Hernandez, Damian Collins, País de Gales, México, Reino Unido, Alemanha
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