01:04 18 Outubro 2018
Ouvir Rádio
    Testes do míssil ucrâniano Olkha (foto de arquivo)

    'Nossos mísseis devem ser capazes de atingir Moscou', diz general ucraniano

    © Foto : Administração da Presidência da Ucrânia/Mikola Lazarenko
    Europa
    URL curta
    15624

    Kiev deve produzir mísseis capazes de alcançar Moscou e São Petersburgo, afirmou o tenente-general ucraniano Igor Romanenko, em entrevista à edição Obozrevatel.

    De acordo com o militar, a Ucrânia deve se esforçar por aprimorar seus mísseis Garpun e Grom-2. Segundo ele, o alcance dos mísseis deve corresponder a vários milhares de quilômetros para serem capazes de atingir a "parte europeia" da Rússia.

    "[Atingir] Moscou, até São Petersburgo. Não estou brincando. É um momento muito sério", afirmou Romanenko.

    Enquanto isso, o general admitiu que Kiev pode enfrentar problemas ao realizar tais programas devido às limitações internacionais. Em particular, o alcance máximo de mísseis da classe "terra-terra" para a Ucrânia não pode superar 300 quilômetros. 

    Entretanto, segundo Romanenko, Kiev poderia contornar as restrições por meio de mísseis de baseamento aéreo de grande alcance, que hoje não possui. Contudo, segundo as estimativas do general, a fabricação em massa dessas armas pode demorar bastante tempo.

    Vale destacar que o tenente-general ucraniano é famoso por suas declarações escandalosas em relação à Rússia. Por exemplo, em outubro Romanenko afirmou que Moscou estava preparando uma "invasão" da Ucrânia com a ajuda de mísseis. Já em dezembro, o militar declarou que a Ponte da Crimeia é vulnerável para a aviação e mísseis de baseamento terrestre e naval. As autoridades da península qualificaram as palavras do tenente-general como absurdas e hostis. 

    Mais:

    Que ameaças representa ponte da Crimeia para Ucrânia?
    Devolução da Crimeia à Ucrânia é 'impossível quaisquer que sejam as condições'
    Ucrânia está se aproximando de 'catástrofe' e não tem como evitá-la, adverte deputado
    Tags:
    mísseis, Ucrânia, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik