20:02 24 Setembro 2018
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    Pilotos realizam verificação antes de decolar em um Boeing 757.

    Departamento dos EUA adverte: É questão de tempo até aviões comerciais serem hackeados

    © AP Photo/ Ted S. Warren
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    Uma unidade de pesquisadores do Departamento de Segurança Interna (DHS) do governo dos EUA vem hackeando sistemas de aviões comerciais da Boeing em um esforço para determinar a viabilidade de tais ataques e aprender como mitigá-los.

    O portal Motherboard obteve informações do Departamento de Segurança Interna (DHS na sigla em inglês) precisando a avaliação. Os documentos detalham os esforços do DHS desde 2016 para tentar resolver o problema das vulnerabilidades de segurança cibernética em aviões.

    Além disso, uma série de slides revelou uma espécie de colaboração entre várias agências de inteligência e segurança, estabelecida para identificar e eliminar fraquezas da malha aérea.

    Cerca de 23.911 voos comerciais transportam cerca de 2,3 milhões de passageiros por dia nos Estados Unidos. Além da óbvia ameaça à segurança nacional, há uma econômica: a aviação civil representa 5,1% do PIB americano.

    De acordo com o DHS, mitigar um ataque contra um objeto em movimento pode ser muito mais desafiador do que contrariar uma invasão a um computador. Mas isto pode ser feito.

    Depois de criar força-tarefa em 2016, a equipe do Departamento composta por membros do governo, indústria aeronáutica e pesquisadores acadêmicos demonstrou que as aeronaves comerciais podem ser invadidas remotamente. Muitos dos detalhes sobre a façanha são confidenciais, mas sabe-se que o "software do avião hackeado foi penetrado por radiofrequências e um hardware detectável pela segurança do aeroporto", informou o gerente do programa de aviação do DHS, Robert Hickey ao Motherboard.

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    Documentos do Departamento de Segurança Interna sobre segurança cibernética na aviação dizem que é apenas uma "questão de tempo" antes que um avião comercial seja hackeado.

    A equipe conseguiu hackear o avião dois dias depois de ter acesso a ele. Hickey informou que o experimento usou um Boeing 757 estacionado em um aeroporto no dia 8 de novembro de 2017.

    O DHS não parou por aí. Um slide entre os documentos obtidos pelo Motherboard indica que o departamento foi capaz de "estabelecer presença acionável e não-autorizada em um ou mais sistemas a bordo", mas também que "não era capaz de penetrar via vetor de acesso selecionado". É incerto o que isso poderia significar, mas pode ser que a invasão tenha funcionado, ainda que não exatamente como planejado.

    Desconhece-se quantos aviões o DHS foi capaz de hackear, mas de acordo com os documentos, esta fase de experimentos foi encerrada. Agora, o órgão deve começar a desenvolver maneiras de impedir que os ataques aconteçam.

    Tags:
    Boeing 757, Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Motherboard, Estados Unidos
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