05:51 16 Dezembro 2018
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    Sahra Wagenknecht, deputada e vice-chefe do partido A Esquerda (Die Linke)

    Política alemã apela à Europa para pôr fim à 'era do gelo' nas relações com Moscou

    © AP Photo / Markus Schreiber
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    A reaproximação com a Rússia é do interesse da Europa porque esse passo garantiria a segurança e ajudaria a alcançar o desarmamento, disse Sahra Wagenknecht, colíder do partido alemão A Esquerda (Die Linke).

    A política também apelou para se pôr fim à "era do gelo nas relações com Moscou".

    "As sanções prejudicam principalmente as empresas europeias e alemãs, por isso sua abolição é do nosso interesse", disse ela à edição Neue Osnabrücker Zeitung.

    Ao mesmo tempo, Wagenknecht sublinhou que a Alemanha deve continuar criticando a reunificação da Crimeia com a Rússia, bem como as ações de Moscou na Síria.

    "Mas se as críticas vêm de países que estão fazendo guerras que violam o direito internacional, isso é uma grande hipocrisia", declarou ela.

    Wagenknecht revelou que os EUA gastaram cinco bilhões de dólares (R$ 18,7 bilhões) para "derrubar o governo pró-russo na Ucrânia".

    "Entretanto, o país ainda quer aderir à OTAN. Todos sabiam que a Rússia não iria esperar até que a base militar na Crimeia ficasse no território da OTAN", afirmou a política.

    Wagenknecht disse que hoje os gastos militares da Alemanha são os maiores desde a Guerra Fria. Segundo ela, o aumento do orçamento militar está relacionado não à defesa do país, mas à necessidade de realizar operações no estrangeiro.

    "Quando participamos de guerras pelo petróleo e gás que violam o direito internacional, pomos a Alemanha no perigo", acrescentou ela.

    Na sexta-feira, 18 de maio, a chanceler alemã Angela Merkel chegou a Sochi para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o presidente russo, as conversações foram substanciais e significativas. A chanceler alemã, por sua vez, declarou que as boas relações com a Rússia correspondem aos interesses estratégicos da Alemanha.

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    Tags:
    relações bilaterais, sanções, Rússia, Alemanha
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