Reino Unido reforça discurso antirrusso no caso Skripal

© AFP 2023 / Adrian DENNISPoliciais montam guarda perto de um banco de um shopping de Salisbury onde foram encontrados Sergei e Yulia Skripal, 12 de março, Reino Unido.
Policiais montam guarda perto de um banco de um shopping de Salisbury onde foram encontrados Sergei e Yulia Skripal, 12 de março, Reino Unido. - Sputnik Brasil
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A chancelaria britânica respondeu aos comentários feitos ontem pelo presidente tcheco Milos Zeman sobre a produção da toxina A230 em seu país, indicando que tais informações não mudam a postura de Londres no caso do ex-espião russo envenenado na Inglaterra, Sergei Skripal, que, para o Reino Unido, teria sido vítima de um ataque ordenado por Moscou.

Na última quinta-feira, Milos Zeman revelou, citando dados da inteligência, que uma pequena quantidade de A230 (também conhecida como Novichok) foi produzida no Instituto de Pesquisa do Ministério da Defesa da República Tcheca em 2017. A substância pertenceria ao mesmo grupo do agente neurotóxico A234, que as autoridades britânicas afirmam ter sido usado contra Skripal e sua filha e que teria sido produzido pela Rússia. 

O presidente da República Tcheca, Milos Zeman - Sputnik Brasil
Presidente tcheco admite que país produziu substância parecida ao do caso Skripal

Independentemente das novas revelações, o Escritório das Relações Exteriores do Reino Unido reiterou nesta sexta-feira, 4, que ainda considera a Rússia responsável por esse ataque químico em solo britânico, ocorrido no início de março deste ano.

Reagindo a essas novas declarações, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, afirmou hoje que essa substância pode ser produzida em vários países e reclamou, mais uma vez, das acusações britânicas contra Moscou, consideradas infundadas pelo Kremlin. 

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