01:32 21 Agosto 2018
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    Polícia encobre os seios da mulher ativista do grupo Femen, durante os protestos contra a ex-candidata à presidência da França, Marine Le Pen, em Paris (foto de arquivo)

    'Quem se inclina mais para feminismo são mulheres com complexos que se acham feias'

    © AFP 2018 / JOEL SAGET
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    De acordo com o ranking do Fórum Econômico Mundial (FEM), a República Tcheca ocupa o 77º lugar quanto à igualdade de gênero, ficando atrás da Polônia, Ucrânia e Rússia. A Sputnik falou com o sociólogo tcheco, Petr Hampl, para descobrir como está o movimento feminista no país.

    Recentemente, a mídia comunicou que neste país europeu apareceram vagões de trem femininos especiais e serviços de táxi para mulheres. Há quem fale até sobre a "loucura feminista" tcheca. A Sputnik República Tcheca perguntou ao diretor executivo da empresa de análise civilizacional tcheca, Petr Hampl, se para ele o fenômeno está sendo exagerado.

    "Se alguém organiza um serviço de táxi para mulheres e isso tem procura, para quê obstaculizar? Afinal de contas, há academiais especializadas para mulheres e ninguém tem problema com isso. Quando essas iniciativas se realizam através do orçamento de Estado, talvez seja um motivo para pensar, mas aqui não podemos falar que seja algum problema sério", sublinha.

    Contudo, diz ele, as discussões sobre a loucura feminista são bem justificadas. De acordo com Hampl, se trata de que "os extremistas" ocupam os postos-chave na gestão do país, nas faculdades de pedagogia, em diferentes ministérios e assim por diante.

    "Eles introduzem a censura, reeditam os manuais e realizam programas visando impedir que as pessoas tenham uma vida normal, tenham e criem filhos. Por isso, eles precisam criar a aparência de alguma atividade para poder pedir mais dinheiro, aumenta a perseguição aos cidadãos e empresas comuns", opina.

    Além disso, o sociólogo manifesta que as feministas conseguiram "liquidar completamente a discussão livre", fazendo com que a sociedade não fale sobre seus verdadeiros problemas.

    "Por exemplo, não se pode falar sobre o fato de milhares de meninos inteligentes e talentosos, com conhecimentos impecáveis e boas capacidades, 'serem expulsos' do processo educativo. O sistema de educação e avaliação é 'talhado' para as meninas. É um problema muito importante, mas ele não se resolve de maneira nenhuma, pois é abafado. Precisamente como resultado da loucura feminista", se indigna o interlocutor da Sputnik.

    Ao mesmo tempo, existe uma opinião que o movimento feminista se dirige não para a solução de problemas concretos, como, por exemplo, o nível de salário igual para homens e mulheres, a eliminação de violência doméstica, etc., mas para a criação de uma sociedade nova, através da promoção da teoria de gêneros.

    Na percepção de Hampl, o movimento feminista de hoje não serve verdadeiramente para a solução de problemas, pois estes simplesmente não existem.

    "A violência doméstica tem a ver com a polícia. A diferença no salário na realidade não existe. Quando não há problemas reais, não tem outro remédio senão inventar diferentes temas e problemas absurdos. Ou você espera que as feministas vão trabalhar nos supermercados? Trata-se simplesmente de receber patrocínios e criar empregos de modo artificial. Todo esse feminismo é apenas um roubo, nada mais", frisa o entrevistado de maneira resoluta.

    Quanto ao ranking do FEM, o especialista argumenta a posição tcheca com o fato dos tchecos "continuarem a viver de modo bastante livre e não ligarem muito ao conceito do politicamente correto".

    "Oxalá que continue assim", realça.

    Para concluir, o especialista tenta explicar por que o feminismo na Europa, nomeadamente na do Leste, não é tão agressivo como nos EUA.

    "Aqui tem vários fatores, mas vou nomear aquele que se menciona raramente. As mulheres tchecas, na maioria, sabem se apreciar e são muito atraentes. Quem se inclina mais para o feminismo são mulheres com complexos e que se acham feias. Outro fator que contribui para o alastramento do feminismo é o nível baixo de IQ", conclui.

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    Tags:
    igualdade de gênero, desigualdade, sexismo, feminismo, Fórum Econômico Mundial, República Tcheca, EUA, Europa
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