15:08 16 Julho 2018
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    Cidade síria de Douma

    Merkel: Alemanha não participará das possíveis ações militares contra Síria

    © AFP 2018 / Stringer
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    A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que Berlim não planeja participar das ações militares na Síria, mas apela ao Ocidente para unir esforços no que se refere ao suposto ataque químico em Ghouta Oriental.

    A chanceler alemã, Angela Merkel, excluiu a participação de seu país em um potencial ataque militar contra a Síria, mas apoia os esforços de outros países para combater o uso de substâncias toxicas.

    "A Alemanha não participará das possíveis ações militares – quero deixar claro mais uma vez que não há tais decisões, mas apoiamos que sejam envidados todos os esforços para fazer um sinal que esse uso de armas químicos é inaceitável", declarou ela na quinta-feira (12).

    Além disso, ela declarou que "é importante mostrar unidade na Síria" e avisou que é "evidente" que o governo sírio não destruiu todo o arsenal de armas químicas, como foi acordado em 2013.

    Segundo Merkel, há muitas provas que Damasco está por trás do alegado ataque químico em Ghouta Oriental.

    "Há muitas provas que o regime sírio usou esse tipo de armas", afirmou.

    Anteriormente, o Ocidente acusou Damasco de um alegado ataque com bomba de cloro gasoso na cidade de Douma, situada em Ghouta Oriental, o que supostamente resultou na morte de dezenas de civis.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que as falsas denúncias de ataques químicos visam proteger os terroristas e justificar uma intervenção militar estrangeira na Síria.

    Em 13 de março, o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia declarou que os terroristas estavam preparando provocações com o uso das substâncias tóxicas em Ghouta Oriental a fim de acusar Damasco do uso de armas químicas. Os militares russos avisaram que os EUA iriam usar essa provocação como pretexto para realizar um ataque contra a Síria.

    Em 11 de abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou um tweet dizendo que os "bons, novos e 'inteligentes’" mísseis norte-americanos iriam atacar a Síria.

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