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    Tenda protetora cobre um banco em um parque no shopping center The Maltings em Salisbury, sul da Inglaterra, 19 de março de 2018

    Família Skripal deve se mudar para EUA 'para garantir sua segurança'

    © AFP 2018 / BEN STANSALL
    Europa
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    Caso Skripal: as vítimas se recuperam (28)
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    O ex-agente secreto russo Sergei Skripal e sua filha Yulia receberão proposta para se mudarem para os Estados Unidos com novas identidades, informa o jornal britânico Sunday Times.

    Segundo o jornal, essa medida será tomada para a "proteção contra novas tentativas de atentado". Além disso, o serviço de inteligência britânica MI6 discutiu com a Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) sobre a escolha do país para o qual a família Skripal deveria ser transferida "para garantir sua segurança".

    "Eles deverão viver sob novas identidades", disse uma fonte do governo britânico.

    O jornal informa que entre os países considerados para a mudança da família Skripal estão incluídos o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia.

    "O lugar mais evidente para a mudança são os Estados Unidos, onde há menos chances de que eles sejam mortos e lá é mais fácil protegê-los", disse uma fonte do serviço de inteligência familiarizada com as negociações.

    Também foi confirmado que as duas vítimas estão conscientes e expressaram a esperança que poderão em breve contribuir para a investigação.

    Boris Johnson, ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, declarou que a Rússia tem 29 teorias em relação ao envenenamento do ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha.

    "O governo russo e a mídia estatal criaram 29 teorias sobre o envenenamento em Salisbury", disse ele ao jornal.

    Ele também lembrou que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) publicará em curto prazo os resultados da análise da substância tóxica com a qual a família Skripal foi envenenada e acusou a Rússia de "veredito precipitado" contra a Organização. Johnson comparou a exigência de Moscou para participar da investigação no âmbito da OPAQ com a tentativa de um motorista, suspeito de dirigir em estado de embriaguez, querer usar o seu próprio bafômetro.

    Segundo o chefe do Ministério das Relações Exteriores britânico, Londres possui informações que a Rússia, nas últimas décadas, descobriu formas de transporte de agentes nervosos, "provavelmente para assassinatos", e produziu e acumulou no âmbito desse programa uma pequena quantidade da substância tóxica.

    Ele criticou mais uma vez o líder da oposição do Partido Trabalhista do Reino Unido, Jeremy Corbyn, chamando-o de "idiota do Kremlin".

    O Reino Unido acredita que o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram expostos ao agente nervoso A-234 (conhecido como Novichok) na cidade britânica de Salisbury. O governo do Reino Unido foi rápido em acusar a Rússia de envolvimento no incidente. Mais de 25 países expulsaram diplomatas russos. A Rússia refutou todas as acusações, apontando para a falta de qualquer evidência.

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    investigação, segurança, A-234, agente nervoso, mudança, identidade, substâncias tóxicas, envenenamento, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), MI6, CIA, Jeremy Corbyn, Boris Johnson, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Londres, Salisbury, Nova Zelândia, Austrália, Canadá, EUA, Reino Unido, Grã-Bretanha, Rússia
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