17:42 22 Julho 2018
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    Submarino russo Vladimir Monomakh em Kamchatka (imagem referencial)

    Alemanha e França se unem por novo avião de vigilância contra submarinos russos

    © Sputnik / Ildus Gilyazutdinov
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    A Alemanha e a França vão lançar um programa este mês para desenvolver uma nova aeronave de vigilância e patrulha marítima, informou a Marinha alemã nesta sexta-feira, no que fontes de defesa disseram ser uma resposta ao aumento das patrulhas submarinas russas.

    A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, e sua contraparte francesa, Florence Parly, planejam assinar uma carta de intenções sobre o novo Sistema de Guerra Aérea Marítima no show aéreo de Berlim em 27 de abril, informou a pasta em seu site.

    Os dois países concordaram em julho passado em buscar uma "solução europeia" para substituir os planos de vigilância marítima existentes, e desenvolver um roteiro para esse fim em meados de 2018. A carta de intenções formaliza esses planos e abre caminho para que os dois países harmonizem seus requisitos militares para a missão marítima.

    A iniciativa é parte de um esforço maior da França e da Alemanha para aumentar sua cooperação em programas de defesa, incluindo esforços para desenvolver um novo jato de combate europeu.

    A Alemanha agora usa o Orion P-3C, construído pela Lockheed Martin, para patrulhar grandes áreas do oceano para submarinos e outras ameaças potenciais, enquanto a França opera o Atlantique 2, ou ATL2, produzido pela Dassault Aviation nos anos 80.

    Autoridades da Marinha alemã não estavam imediatamente disponíveis para comentários adicionais sobre o programa, ou como ele se unirá a um esforço de 8 aliados da OTAN, incluindo França e Alemanha, para cooperar em "capacidades multinacionais de aeronaves marítimas com múltiplas missões". O programa também inclui Canadá, Polônia, Itália, Espanha, Turquia e Grécia.

    'Ameaça russa'

    Segundo a Agência Reuters, os membros da OTAN estão desenvolvendo e modernizando equipamentos militares na esteira de ações militares cada vez mais agressivas da Rússia, incluindo um alto nível de patrulhas submarinas não vistas desde o fim da Guerra Fria.

    Em fevereiro, a vice-secretária geral da OTAN, Rose Gottemoeller, ressaltou a importância de substituir as aeronaves de patrulha marítima existentes que serão retiradas entre 2025 e 2035.

    A França e a Alemanha também darão um "primeiro passo significativo" no desenvolvimento de um novo caça europeu no show aéreo de Berlim, disse a francesa Parly à mídia francesa na quinta-feira.

    Além disso, eles exibirão pela primeira vez um modelo em tamanho real do planejado Eurodrone, um programa que também inclui a Itália e a Espanha.

    A Alemanha ressaltou nesta sexta-feira seu compromisso com programas conjuntos europeus de armas, mas disse que também planeja adotar uma abordagem mais assertiva na busca de exceções dos regulamentos da União Europeia (UE) para salvaguardar certas tecnologias-chave de defesa.

    O porta-voz do Ministério da Defesa, Holger Neumann, disse em entrevista coletiva que o passo era parte de um esforço maior para melhorar o sistema de compra de armas da Alemanha, em meio a relatos de falhas persistentes em equipamentos e pessoal militar.

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    Tags:
    Guerra Fria, submarinos russos, segurança, defesa, União Europeia, Lockheed Martin, Dassault, OTAN, Holger Neumann, Rose Gottemoeller, Florence Parly, Ursula von der Leyen, Rússia, França, Alemanha
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