18:28 21 Agosto 2018
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    Logo da companhia estatal de gás ucraniana, a Naftogaz

    Naftogaz, da Ucrânia, culpa Moscou por dependência do gás russo

    © Sputnik / Grigory Vasilenko
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    A economia ucraniana tem sido vítima do "círculo vicioso" de dependência do gás russo, no entanto, a Naftogaz deixou para trás histórico de devedor da Gazprom torando-se "credor", disse o presidente-executivo da Naftogaz, Andriy Kobolyev, nesta quarta-feira (7).

    Na quarta-feira passada, o Instituto de Arbitragem da Câmara de Comércio de Estocolmo acatou parcialmente os pedidos da Naftogaz, da Ucrânia, sobre o que dizia ser o fracasso da empresa russa de energia Gazprom no fornecimento de gás para o país, ordenando à empresa russa que pague US$ 4,63 bilhões à empresa ucraniana.

    No entanto, levando em consideração a quantidade de dinheiro anteriormente concedido à Gazprom em relação ao contrato de fornecimento de gás, a compensação mútua de passivos resultou na obrigação da Gazprom de pagar um valor menor, US$ 2,56 bilhões. 

    Na sexta-feira (2), a Gazprom afrimou que era contra a Ucrânia resolver seus problemas econômicos às suas custas e lançou mão de um procedimento para rescindir contratos com a Naftogaz.

    "A Ucrânia foi vítima do chamado círculo vicioso do gás russo por muitos anos", disse Kobolyev em uma apresentação sobre o desenvolvimento do setor de gás do país à durante a conferência CERAWeek em Houston, Texas.

    Kobolyev culpou a Rússia por vender o "gás caro" à Ucrânia, cujo preço foi maior em 32% em 2014 em comparação com o mercado europeu, de acordo com as estimativas da Naftogaz.

    "A ajuda do chamado irmão foi, na realidade, sugou dinheiro da economia ucraniana", disse Kobolyev.

    No entanto, ele acrescentou, Naftogaz conseguiu implementar a volta por cima da empresa tornando-se "credor da Gazprom" após a decisão do Tribunal de Arbitragem de Estocolmo, em 28 de fevereiro.

    Gazprom e Naftogaz estão envolvidas em disputas judiciais desde junho de 2014, quando a Gazprom mudou sistema de pagamento que tinha com a trocou a Ucrânia para um sistema pré-pago de fornecimento de gás, devido a uma dívida da empresa ucraniana.

    As reclamações da Gazprom basearam-se principalmente nas punições previstas pelo contrato firmado entre as estatais Gazprom e Naftogaz. 

    A fórmula contratual obriga a Ucrânia a pagar o volume de gás especificado no contrato, independentemente do volume real de compras. Pouco depois da introdução do novo sistema, a Naftogaz apelou para o tribunal de arbitragem de Estocolmo, exigindo que os preços de fornecimento de gás e de trânsito do contrato firmado em 2009 fossem revisados de forma retroativa.

    Tags:
    gás natural, Naftogaz, Gazprom, Andriy Kobolyev, Moscou, Ucrânia, Rússia
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