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    Kiev pode começar uma operação militar em Donbass sem interromper as ações "antiterroristas", relatou Yuri Bobrov, oficial do departamento jurídico do Estado-Maior ucraniano.

    Ele pediu para se distinguir as definições de operação militar (prevista pela lei da reintegração de Donbass) e de operação "antiterrorista".

    "Essa operação foi anunciada em 2014 e, independentemente da implementação dessa lei, a decisão sobre sua extensão ou cessação será tomada pelo chefe do centro antiterrorista do Serviço de Segurança da Ucrânia", comentou Bobrov.

    O representante do Estado-Maior expressou sua convicção de que "a operação antiterrorista continuará, independentemente de quando comece ou termine a operação das forças conjuntas".

    Segundo Bobrov, a candidatura do comandante das forças conjuntas já está definida e logo será aprovada pelo presidente.

    Em janeiro, a Suprema Rada adotou a lei sobre a reintegração de Donbass que concede ao presidente o direito de usar as forças armadas em tempo de paz para defender a soberania do país. Isso permitirá usar o exército no leste sem declarar guerra.

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia acredita que a adoção da lei demonstrou definitivamente a intenção de Kiev em resolver o conflito na região de modo violento, ignorando os acordos de paz de Minsk. As repúblicas autoproclamadas também declararam que o documento dá liberdade de ação aos militares e legaliza o uso da violência contra civis.

    Em abril de 2014, a Ucrânia lançou uma operação militar em Donbass, onde a rejeição de uma violenta mudança de governo em Kiev, em fevereiro do mesmo ano, deu origem à proclamação das chamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

    De acordo com a ONU, as hostilidades causaram mais de 10.300 mortes.

    Os Acordos de Minsk, assinados em setembro de 2014 e fevereiro de 2015, estabelecem as diretrizes para uma solução negociada para o conflito, mas ainda não levaram a um armistício sustentável.

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    Tags:
    operação militar, reintegração, forças armadas, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Estado-Maior, Suprema Rada, Donbass, Ucrânia
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