12:44 17 Outubro 2019
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    German chancellor Angela Merkel delivers a statement in Berlin, Sunday, Jan. 7, 2018. German Chancellor Angela Merkel embarked Sunday on talks with the center-left Social Democrats on forming a new government, with leaders stressing the need for speed as they attempt to break an impasse more than three months after the country's election.

    Merkel se esquiva de perguntas sobre lei polonesa do Holocausto

    © AP Photo / Joerg Carstensen
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    A chanceler alemã, Angela Merkel, recusou-se a comentar, neste sábado (10) uma lei polonesa que impõe prisão por sugerir que o país foi cúmplice no Holocausto.

    As informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, a chanceler disse que não queria entrar nos assuntos internos da Polônia.

    A polêmica lei polonesa impõe sentenças de prisão de até 3 anos a quem usar a frase "campos da morte poloneses" e a quem sugerir "publicamente e contra os fatos" que a nação ou o Estado polonês foram cúmplices dos crimes da Alemanha nazista.

    "Sem interferir diretamente na legislação na Polônia, gostaria de dizer o seguinte, muito claramente, como chanceler alemã: Nós, como alemães, somos responsáveis pelo que aconteceu durante o Holocausto, a Shoah, sob o nacional-socialismo (Nazismo)", afirmou Merkel em seu podcast de vídeo semanal.

    Ela estava respondendo a uma pergunta de um aluno que havia perguntado se a nova lei polonesa limita a liberdade de expressão.

    Israel e os Estados Unidos criticaram o presidente Andrzej Duda por assinar o projeto de Lei nesta semana. Israel diz que a lei restringirá a liberdade de expressão, criminalizará fatos históricos básicos e interromperá qualquer discussão sobre o papel que alguns poloneses desempenharam nos crimes nazistas.

    Uma porta-voz do governo polonês concordou com as afirmações de Merkel, segundo informou a agência de notícias PAP. O primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, conversará com Merkel, em Berlim, na próxima semana.

    O partido da situação polonês "Lei e Justiça" entrou em confronto com a União Europeia e os grupos de direitos humanos sobre uma série de questões desde que assumiu o poder no final de 2015. 

    Ele diz que a lei é necessária para garantir que os poloneses sejam reconhecidos como vítimas de agressão nazista na Segunda Guerra Mundial e não agressores.

    Mais de 3 milhões dos 3,2 milhões de judeus que viveram na Polônia anterior à guerra foram assassinados pelos nazistas, representando cerca de metade de todos os judeus mortos no Holocausto.

    Judeus de todo o continente foram enviados para serem mortos em campos de concentração construídos e operados por alemães na Polônia ocupada — lar da maior comunidade judaica da Europa na época. 

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    Tags:
    holocausto, nazismo, diplomacia, Uniao Europeia, Mateusz Morawiecki, Andrzej Duda, Polônia, Israel, Alemanha
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