03:41 16 Setembro 2019
Ouvir Rádio
    Presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, na Conferência de Segurança em Munique, Alemanha, 17 de fevereiro de 2017

    Arquivos secretos revelam fraude estatal na Ucrânia envolvendo aliados de Poroshenko

    © AP Photo / Matthias Balk
    Europa
    URL curta
    211
    Nos siga no

    Uma decisão judicial secreta ucraniana revelou um esquema de fraude que teria sido usado pelo ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, para roubar quase US$ 1,5 bilhão do país. A decisão também expôs o envolvimento de aliados do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, segundo informou a Al-Jazeera nesta quarta-feira (10).

    De acordo com os documentos obtidos pela emissora, a rede de empresas ligadas a Yanukovich e seus associados foi supostamente usada no esquema, enquanto o grupo financeiro Investment Capital Ukraine (ICU) teria agido como corretor para comprar títulos, no valor de quase US$ 1,5 bilhões, entre novembro e dezembro de 2013.

    Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko
    © Sputnik / Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia
    À época da suposta fraude, a ICU era liderada por Valeria Gontareva, que agora atua como governadora do Banco Nacional da Ucrânia e é considerada próxima de Poroshenko. A ICU também prestou assistência a Poroshenko anteriormente na venda de sua gigante de confeitaria, a Roshen.

    O julgamento secreto está em andamento na Ucrânia para declarar o US$ 1,5 bilhão como produto de crime, e é baseado no testemunho de Akrady Kashkin, diretor nomeado de empresas usadas no esquema.

    O porta-voz de Poroshenko disse à Al-Jazeera que Kiev "apoia firmemente os esforços para combater a corrupção na Ucrânia", ao comentar a questão, enquanto Gontareva disse que "não viu nada suspeito" sobre os negócios que a ICU fez em 2013.

    Yanukovich foi derrubado e forçado a fugir da Ucrânia como resultado dos protestos que começaram na histórica Praça da Independência de Kiev, ou Maidan Nezalezhnosti, em 2013, e marcaram o início da crise política no país.

    Em outubro de 2017, o Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou que o congelamento de fundos de Yanukovych e seu filho, em 2015-2016, estava justificado e rejeitou a demanda de anulação das sanções. As sanções de 2014-2015 foram impostas contra a alegada "apropriação indevida de fundos do Estado ucraniano", enquanto a extensão de 2015-2016 foi baseada no fato de que Yanukovych e seu filho foram investigados pelas autoridades ucranianas sob suspeita de "apropriação indevida de fundos ou ativos públicos".

    Mais:

    Revelações de Biden: vice de Obama diz que tentou fazer ex-presidente da Ucrânia renunciar
    Ucrânia exige qualificar época da URSS como 'ocupação' mantendo as terras que ganhou
    Ucrânia 'ocupada' pela URSS, 'tem que devolver a metade do território atual à Rússia'
    Tudo para 'evitar imprevistos': Rússia posiciona complexos S-400 na fronteira com Ucrânia
    Tags:
    Ucrânia, corrupção, Al-Jazeera, Pyotr Poroshenko, Ucrânia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar