09:57 17 Janeiro 2020
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    O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, no âmbito sessão do conselho de ministros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Viena, solicitou o envio de uma missão especial para a região da Transcarpátia, na Ucrânia.

    "A Hungria apoia a Ucrânia em muitas áreas…financiamos muitos projetos de infraestrutura e institucionais. Justamente por isso, a lei da educação, aprovada pelo parlamento [da Ucrânia] em setembro deste ano se tornou uma verdadeira decepção para nós", disse Szijjarto.

    Ele destacou que a nova lei "contradiz de modo absoluto os compromissos bilaterais e multilaterais da Ucrânia, inclusive os assumidos no âmbito da OSCE". 

    Segundo o ministro, a Ucrânia está tomada por "sentimentos nacionalistas".

    "Estamos preocupados com as tensões na região da Transcarpátia, onde residem 150 mil húngaros. Ali foram realizadas manifestações anti-húngaras, com adesão de pessoas vindas de outras regiões ucranianas. Durante esses atos aconteceram cenas de desrespeito à simbologia nacional e lemas anti-húngaros foram proferidos", destacou o alto funcionário de Budapeste.

    Em entrevistas anteriores, Szijjarto declarou que a nova lei da educação da Ucrânia violou os compromissos assumidos pelo país perante a OTAN.

    O parlamento ucraniano aprovou a nova lei da educação em 5 de setembro, e o presidente Pyotr Poroshenko assinou o decreto em 25 do mesmo mês. O documento estabelece que as minorias nacionais podem aprender nas escolas na sua língua materna apenas até o quinto grau — entre os 11 e 12 anos de idade — e depois continuar a sua educação apenas em ucraniano.

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