07:49 21 Novembro 2017
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    Tanques da OTAN na Letônia, perto da fronteira com a Rússia

    Como OTAN pode desencadear uma guerra com a Rússia casualmente?

    © AP Photo/ Mindaugas Kulbis
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    A Rússia pode conquistar território dos países Bálticos, mas não fará isso, porque possui outras prioridades na política externa, informa o The National Interest.

    Mas segundo aponta a edição, se a Rússia pensar que a OTAN concentrou na região forças suficientes para realizar uma invasão, a resposta da Rússia pode ser rígida.

    De acordo com as estimativas citadas no relatório do Rand Corporation 2016, em caso de uma invasão, as forças russas chegarão até os subúrbios das capitais da Estônia e Letônia durante as primeiras 60 horas. 

    "Considerando a situação atual e os interesses russos na política externa, Moscou não tem razões para atacar os países bálticos, e suas prioridades em outras regiões devem preocupar mais o Ocidente", afirmou Andrew Radin, autor do artigo no The National Interest, acrescentando que a Rússia poderia ter aproveitado as manobras Zapad 2017 para realizar qualquer agressão, mas não fez isso. 

    A única razão segundo a qual Rússia pode considerar um ataque aos países bálticos, é a presença militar crescente da OTAN na região, afirma a edição. 

    Além disso, o autor aponta que apesar da falta de interesse russo com os países bálticos, os EUA e a OTAN devem perceber que Moscou, tem interesses em outros lugares onde pode "minar a democracia ocidental".

    Após a Crimeia, de acordo com a edição, a Rússia se reforçou muito na região do mar Negro e representa ameaças para Romênia e Bulgária. "As atividades da Rússia na Ucrânia" surgem para prejudicar a OTAN e perturbar os planos da UE sobre a integração dos países europeus. 

    "Mas o aumento do contingente da OTAN na região pode alterar os interesses da Rússia, especialmente se Moscou considerar que estas forças representam ameaça para o regime governante", acrescenta o The National Interest. 

    Após ter estudado as atividades dos exércitos ocidentais nos últimos anos, os analistas russos receiam que as forças deslocadas perto da fronteira possam sinalizar sobre a preparação de uma "ataque de decapitação" ou uma "revolução colorida". 

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    Tags:
    tensões, forças, agressão, contingente militar, política externa, presença militar, ameaça, relatório, OTAN, Países Bálticos, Rússia
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