21:25 17 Dezembro 2017
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    Chefe do governo da Catalunha, Carles Puigdemont

    Sem reconhecer afastamento, líder catalão Puigdemont viaja à Bélgica e pode pedir asilo

    © REUTERS/ Albert Gea
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    O ex-presidente do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, que foi destituído na sexta-feira passada pelo premiê espanhol Mariano Rajoy, em aplicação do artigo 155 da Constituição, está na Bélgica nesta segunda-feira, onde pode solicitar o asilo político.

    "O presidente de uma República exilado é uma denúncia contra a Espanha perante os Estados internacionais europeus e nos preserva a dignidade de 1° de outubro", disse o deputado republicano da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Lluís Llach.

    "Puigdemont e cinco ex-conselheiros estão planejando candidatar-se a asilo político na Bélgica", relataram os jornais La Sexta e El Periódico.

    Os cinco ex-assessores que acompanham Puigdemont são Meritxell Borràs (PDECat); Toni Comín (ERC); Joaquim Forn (PDECat); Dolors Bassa (ERC) e um quinto membro do Governo destituído, cuja identidade é desconhecida.

    Na manhã desta segunda-feira, vários meios de comunicação já haviam anunciado que o presidente da Generalitat – que não reconheceu a sua destituição por Madri – viajara para Bruxelas para manter contatos políticos.

    O Partido da Independência Flamenco N-Va, que é um dos quatro partidos que compõem o governo da coalizão na Bélgica, é um dos poucos apoios internacionais disponíveis para o movimento de independência da Catalunha.

    No domingo passado, o secretário de Estado Belga de Migração e Asilo, Theo Francken, não descartou que a Bélgica pudesse conceder asilo político a Carles Puigdemont. No entanto, essas palavras foram posteriormente corrigidas pelo primeiro-ministro belga Charles Michel, que pediu a Theo Francken "não colocar mais gasolina no fogo".

    A viagem de Carles Puigdemont para a Bélgica ocorre no mesmo dia em que o Ministério Público do Estado apresentou queixas por crimes de rebelião e sedição contra todos os membros do governo catalão demitido.

    Na última sexta-feira, Madri dissolveu o Parlamento da Catalunha e anunciou, em 21 de dezembro, a realização de eleições naquela comunidade autônoma da Espanha. O próprio Puigdemont não desistiu e pediu uma "oposição democrática" ao artigo 155 da Constituição.

    Bélgica trata assunto como "rumor"

    O Serviço de Imigração da Bélgica descreveu como rumores a informação que Carles Puigdemont está em Bruxelas.

    "Eu ouvi esses rumores, mas eles são apenas rumores", disse à Sputnik Katrien Jansseune, porta-voz do Secretário de Estado da Migração e Asilo, Theo Francken.

    A viagem de Puigdemont a Bruxelas também não foi confirmada pelo departamento de presidência do governo catalão, que, em conversa com a agência, disse que não estava ciente de sua agenda.

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    artigo 155, região separatista, separatismo, intervenção, asilo político, referendo, diplomacia, política, Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Katrien Jansseune, Theo Francken, Dolors Bassa, Joaquim Forn, Toni Comín, Meritxell Borràs, Lluís Llach, Carles Puigdemont, Charles Michel, Mariano Rajoy, Barcelona, Catalunha, Madri, Bruxelas, Bélgica, Espanha
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