09:20 26 Junho 2019
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    Soldado alemão com fuzil G36

    Especialista: conflito entre EUA e Alemanha pode deflagrar por causa de apenas um fuzil

    © AFP 2019 / RONNY HARTMANN
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    A Alemanha busca substituir o fuzil de assalto obsoleto G36. O Ministério da Defesa do país lançou o concurso público, mas de fato não aceita a participação das empresas norte-americanas, acha o especialista alemão Jurgen Grasslin.

    O concurso público anunciado pelo Ministério da Defesa da Alemanha que tem como o objetivo escolher o fabricante do novo fuzil que substituirá o fuzil de assalto G36 está indo de vento em popa. Mas o seu vencedor pode estar já determinado. Os analistas acham que vai ser escolhida a empresa Heckler & Koch.

    O fuzil de assalto G36, desenvolvido pela mesma empresa, já não corresponde às exigências e é muito criticado. No inverno de 2015, a ministra da Defesa da Alemanha Ursula von der Leyen decidiu que o fuzil deve ser substituído.

    Segundo comunicou à Sputnik o especialista militar Jurgen Grasslin, o G36 já não garante uma elevada precisão de tiro. Ele revelou que agora trata-se da maior encomenda na história recente da Alemanha – 120 mil fuzis com um custo total de 250 milhões de euros. É uma questão demasiadamente importante para a empresa Heckler & Koch, porque o dinheiro que ganha a empresa em um ano é cerca de 350 milhões de euros.

    As condições do concurso público indicam que podem participar todas as empresas "exceto a produção ITAR". ITAR (International Traffic in Arms Regulations) é um conjunto de leis dos EUA que regula a venda de armas e equipamento militar. De acordo com os critérios ITAR, os EUA podem tomar a decisão para que países pode ser exportado o seu equipamento.

    "Acho que não querem que os norte-americanos, ou alguma outra parte, apontem a eles o que fazer, usando critérios e acordos sob a divisa: 'Somos norte-americanos e podemos influenciar a produção e as exportações e decidir para que país podem ser fornecidas'", precisou o especialista militar Jurgen Grasslin à Sputnik Alemanha.

    Ele acrescentou também que não espera protestos por parte dos EUA, porque é a pratica normal para a Alemanha evitar os critérios ITAR em tais encomendas. Mas a situação pode se alterar no futuro, porque o presidente norte-americano Donald Trump pretende facilitar ao máximo as exportações de armas e flexibilizar os critérios ITAR.

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    Tags:
    empresas, defesa, fuzil, leilão, concurso, produção, Ministério da Defesa, Alemanha, EUA
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