08:41 19 Novembro 2017
Ouvir Rádio
    Visto de Schengen europeu

    'Enorme mercado negro' de passaportes europeus cria ameaça terrorista na Grã-Bretanha

    © Sputnik/ Sergei Kirkach
    Europa
    URL curta
    238810

    A Grã-Bretanha corre risco ainda maior de novos ataques terroristas na sequência de um comércio "vibrante" de passaportes falsos usados ​​por migrantes que tentam entrar no país, alertou um especialista em segurança.

    O professor de política da Universidade de Buckingham e diretor do Centro de Estudos de Segurança e Inteligência, Dr. Anthony Glees, acredita que a crescente onda de identificação falsa usada pelas pessoas que tentam entrar na Grã-Bretanha e também na Europa, incluindo terroristas, poderia resultar em incidentes mais horríveis em cidades britânicas.

    "Há um comércio muito vibrante de passaportes em branco e forjados em todos os lugares da União Europeia. Poucos dias atrás soubemos que, no caso da Grã-Bretanha, nos últimos três anos, os funcionários da Agência da Fronteira recolheram 6.500 passaportes falsificados sendo usados ​​por pessoas que entram no Reino Unido. Você pode adicionar um número similar ao de pessoas que realmente conseguiram atingir seu objetivo", disse o Dr. Glees ao Sputnik.

    Os comentários vieram depois que os documentos de segurança confidenciais vazados revelaram que as autoridades alemãs acreditam que os terroristas do Daesh (autodenominado Estado Islâmico) roubaram mais de 11.000 passaportes sírios em branco. Acredita-se que várias dezenas de extremistas sírios ligados ao Daesh e à al-Nusra já pediram asilo no país.

    "Existe um enorme mercado negro na Europa, onde as pessoas estão dispostas a pagar, eventualmente, £ 500 cada uma por um passaporte falso ou forjado para ganhar entrada".

    Quem são os compradores?

    Alianças similares foram feitas por outros países europeus que repetidamente levantaram a preocupação de que as organizações terroristas estão usando a crise dos migrantes como uma oportunidade para infiltrar os invasores em potencial na UE sem serem detectados.

    Dr. Glees advertiu que agora havia uma crescente probabilidade de os terroristas do Daesh fugirem das zonas de guerra no Iraque ou na Síria — sendo "os compradores mais óbvios desses passaportes. Ele teme que o exército britânico da equipe de segurança da fronteira já esteja lutando para lidar com os cortes de empregos e orçamentários "dramáticos" impostos pela primeira-ministra Theresa May.

    "Os passaportes são a única prova real que temos de identificação formal. Principalmente, cabe à Agência das Fronteiras proteger nossas fronteiras controlando a imigração aqui, por exemplo, nos centros principais Gatwick, Heathrow e no porto de Dover. No entanto, a Grã-Bretanha está em maior risco porque a equipe da Agência de Fronteiras viu seus números cortados e seu orçamento reduzido dramaticamente pela primeira-ministra Theresa May quando ela era a então Secretária do Interior ".

    Diminuindo o Incentivo

    O especialista em segurança citou a necessidade de investimentos maciços no norte africano com o objetivo de tentar impedir o fluxo de migrantes para a Europa.

    "Uma vez que as fronteiras externas da Grã-Bretanha são seguras, então, na minha opinião, deve haver enormes quantidades de dinheiro investido em particular África do Norte árabe, de onde muitos estão tentando entrar ilegalmente na Europa. A União Europeia deve sempre permitir a migração legal e que as pessoas procurarem asil.  No entanto, se houvesse uma melhor infraestrutura no local [em seus países de origem], não haveria o mesmo incentivo para eles", disse o Dr. Glees à Sputnik.

    Tags:
    refugiados, Porto de Dover, Aeroporto de Gatwick, Aeroporto de Heathrow, passaporte, União Europeia, Estado Islâmico, Daesh, Universidade de Buckingham, Centro de Estudos de Segurança e Inteligência, Theresa May, Anthony Glees, África do Norte, Síria, Reino Unido, Europa, Grã-Bretanha
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik