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    A maior das pesquisas sobre sexo foi arruinada por pervertidos que se disfarçaram de funcionários públicos para saciar seus desejos sexuais, fazendo perguntas indiscretas às entrevistadas.

    Após o lançamento da maior pesquisa sobre sexo da Suécia das últimas décadas, surgiram falsos integrantes do projeto, que afirmavam ser funcionários do Instituto Nacional de Estatística da Suécia. Os charlatães utilizaram a pesquisa para fazer perguntas obscenas sobre a vida sexual das entrevistadas.

    Uma das vítimas, Hanna, de 30 anos, conta que um homem telefonou para ela, "parecia sério", pois usava estatísticas. Mas depois de cinco minutos de conversa telefônica, vieram as perguntas inadequadas.

    "Estamos acostumados a fazer o que as autoridades dizem, por isso eu nem duvidei dele, senão na minha mente […] Estou brava e ofendida, como mulher e como pessoa por ter compartilhado coisas tão íntimas com um desconhecido", lamentou Hanna.

    Não é a primeira vez que a Suécia enfrenta problemas do tipo. Ainda em 2012, suecas começaram a se queixar por estar recebendo ligações de desconhecidos, que perguntavam coisas indecentes sobre sua vida sexual. A situação repetiu em 2015 e 2016, tendo começado de novo recentemente — desta vez, em maior escala.

    O projeto foi considerado o maior e mais extenso sobre a questão e foi lançado após o surgimento de vários dados sobre suecos estarem fazendo amor menos do que antes. A iniciativa visava ampliar conhecimento sobre saúde reprodutiva e sexual.

    Os primeiros resultados do estudo estão previstos para maio do ano que vem, enquanto os finais para 2019.

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    Tags:
    Suécia, Europa, pesquisa, sexo, fraude, ato obsceno
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