18:25 22 Outubro 2020
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    As inteligências albana, croata e montenegrina, com a ajuda da CIA, podem se tornar uma nova ameaça para a Sérvia devido às suas relações com a Rússia.

    A história dos possíveis grampos dos líderes da Sérvia pela inteligência bósnia, de que falou recentemente o presidente da República Sérvia Milorad Dodik, fez pensar sobre que inteligências são mais ativas nos Bálcãs e na Sérvia. O ex-funcionário da inteligência da Iugoslávia Dusan Janjic disse à Sputnik Sérvia que hoje as agências de inteligência mais fortes nos Bálcãs são as da Sérvia (BIA), da Albânia (SHISH) e da Croácia (SOA). É de assinalar que a inteligência albana trabalha ativamente no Kosovo. Mais do que isso, a Albânia é um Estado membro da OTAN, ou seja, um país, tal como a Croácia, com acesso a mais informação, não importa se se trata de espionagem militar ou comercial.

    Ao mesmo tempo, segundo Janjic, é impossível comparar algumas destas agências de inteligência com tais "gigantes" como CIA, os serviços secretos britânicos MI6 ou o Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND), e é evidente que os serviços dos países dos Bálcãs são apoiados por eles. A inteligência da Turquia também desempenha um papel importante no assunto, tendo presença nos Bálcãs desde o início da década de 90, mas depois do início da guerra na Bósnia deu lugar aos "colegas" sauditas. Atualmente a Turquia está a incentivar o processo de seu "retorno".

    Segundo Janjic, a Sérvia está atraindo toda a atenção das agências de inteligência, tanto dos Bálcãs, como estrangeiras. "A razão para isso são as relações com Moscou, porque o 'retorno' da Rússia à região no contexto da situação global interessa a todo o mundo", disse ele.

    Segundo os dados existentes, hoje na Sérvia trabalham 60 agências de inteligência de 25 países. Ao mesmo tempo, o potencial das agências de inteligência dos países dos Bálcãs é limitado: de 300 a 500 pessoas. A Croácia, que tem trabalhado com o MI6 desde a década de 90 e que tem relações estabelecidas com a BND, tem a inteligência mais forte na região.

    Custa a crer, mas o Ministério de Segurança de Estado (MSS) chinês também trabalhe nos Bálcãs. A inteligência chinesa, considerada como a inteligência mais "invisível" na região, não compartilha dados com outros países e só defende os seus interesses nacionais.

    "Espionagem não é o problema mais importante na região. O problema é a espionagem clandestina, ou seja, elementos de todas as agências de inteligência dos países dos Bálcãs de fato fornecem dados a concorrentes estrangeiros. Trata-se de uma enorme quantidade de dinheiro, e por isso nenhuma agência se sente em segurança enquanto as grandes inteligências as espionam por meio de pessoas recrutadas", disse à Sputnik Sérvia uma fonte de inteligência que quis manter o anonimato.

    Na opinião do interlocutor, a Sérvia tem de evitar se tornar parte da rede de espionagem albano-croata, porque estes países têm muitas reclamações contra Belgrado. A inteligência do Montenegro, que se tornou um membro da OTAN, também poderá ameaçar a segurança da Sérvia.

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    Tags:
    defesa, grampos, espionagem, inteligência, MI6, BND, CIA, Milorad Dodik, China, Rússia, EUA, Croácia, Montenegro, Sérvia
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