02:06 24 Julho 2019
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    Uma combinação de imagens mostra que a primeira ministra britânica e a líder do Partido Conservador, Theresa May em conferência de imprensa durante uma Cúpula Europeia na sede da UE em Bruxelas em 9 de março de 2017, e a principal oposição britânica, o trabalhista, Jeremy Corbyn, falando no quarto dia da conferência anual do Partido Trabalhista em Liverpool, noroeste da Inglaterra em 28 de setembro de 2016.

    Prévia: Theresa May vence eleições no Reino Unido, mas perde maioria no Parlamento

    © AFP 2019 / John Thys, Paul Ellis
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    A aposta da primeira-ministra Theresa May de antecipar eleições não saiu como o previsto. As projeções indicam que a conservadora irá perder sua maioria no Parlamento.

    Como o Reino Unido é uma democracia parlamentar, não há voto direto para o primeiro-ministro. No entanto, o cargo deve ser decidido entre duas pessoas: a conservadora titular Theresa May ou o trabalhista Jeremy Corbyn.

    Resultados preliminares indicam que os Conservadores formarão o maior partido, mas podem não obter maioria, o que forçará o partido a costurar um acordo com outros partidos para governar. Até o momento, os trabalhistas são os grandes vencedores da eleição. Se os resultados se mantiverem, May pode conseguir manter o cargo de primeira-ministra, mas terá seu capital político substancialmente reduzido para negociar o Brexit com a União Europeia. 

    Com a popularidade em alta, a primeira-ministra convocou as eleições fora de época (chamadas de snap elections em inglês) de forma a se legitimar no cargo herdado com a renúncia do ex-premiê David Cameron. A campanha confusa, a recusa em participar de debates televisivos e dois atentados em Manchester e Londres minaram a então larga vantagem da Conservadora.

    Com a possibilidade de perder a maioria no Parlamento, a pergunta "Por quê Theresa May convocou eleições?" é a busca mais feita no Reino Unido no momento:

    O líder trabalhista Jeremy Corbyn já afirmou em discurso que Theresa May deveria renunciar já que "perdeu cadeiras [no Parlamento], perdeu votos, perdeu apoio e perdeu confiança. Eu pensaria que isso é suficiente para ela sair".

    Em seu discurso, uma abatida primeira-ministra afirmou que o país "precisa de um período de estabilidade".

    A capa do jornal "Daily Mail" traz a manchete "Aposta que saiu pela culatra".

    A revista britânica The Economist endossou o coro e também afirmou que as eleições foram uma aposta falhada de May e "um dos mais dramáticos colapsos na história política britânica".

    Segundo a Associated Press, esta eleição será histórica por mais um motivo: o Parlamento britânico terá o maior número de mulheres em sua história. Serão, no mínimo, 192 parlamentares mulheres - contra 191 da última eleição.

    Confira os resultados até o momento (os números serão atualizados ao longo da noite):

     

     

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    Tags:
    Brexit, Trabalhistas, Conservadores, União Europeia, Theresa May, Jeremy Corbyn, David Cameron, Manchester, Londres, Reino Unido
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