20:26 18 Dezembro 2017
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    Papa Francisco durante uma oração com o Pallium, na Basílica de São Pedro (foto de arquivo)

    Papa vai defender Igreja Ortodoxa Ucraniana das leis opressivas do governo

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    O embaixador da Ucrânia no Vaticano foi chamado para uma audiência com o Papa por causa de projetos de lei que afetam a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou, informou um eclesiástico da Igreja, arcipreste Nikolai Danilevich.

    "O Vaticano está preocupado com a possibilidade de serem aprovadas leis contra a Igreja Ortodoxa Ucraniana. Por isso, o nosso embaixador foi chamado ao Vaticano. A Santa Sé está completamente de acordo com a posição do bispo católico [na Ucrânia] Stanislav Shirokoradyuk", que criticou as leis acima mencionadas em seu Facebook.

    Na véspera, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) planejava discutir dois projetos de lei sobre o estatuto das organizações religiosas, mas ainda não o fez por falta de tempo. Um deles prevê que as organizações cuja administração se encontra em um país considerado pela Ucrânia como "país-agressor" poderão indicar metropolitas e bispos somente com permissão do governo ucraniano. A segunda lei passa a conceder aos cidadãos o direito de alterar a jurisdição das comunidades religiosas cujos centros estejam tanto na Ucrânia como fora do país. A Igreja Ortodoxa Ucraniana considera que os documentos poderão levar a repressões (contra os ortodoxos do Patriarcado de Moscou) e receia que tal permita legalizar a apropriação de igrejas.

    Anteriormente, o Kremlin afirmou serem inaceitáveis quaisquer ações que violem os interesses da Igreja Ortodoxa Russa na Ucrânia.

    Na Ucrânia existem três denominações ortodoxas: a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscou (uma igreja autônoma que faz parte do Patriarcado de Moscou), assim como a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev e a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana, estas duas últimas não reconhecidas pelas restantes Igrejas Ortodoxas oficiais. Vale destacar que a Igreja do Patriarcado de Moscou denunciou diversas vezes casos de opressão de seus eclesiásticos e de invasões de igrejas por membros da Igreja do Patriarcado de Kiev, tendo perdido 40 edifícios entre 2014 e 2016.

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    conflito, governo, igreja, Igreja Católica, Igreja Ortodoxa, Papa Francisco, Rússia, Vaticano, Ucrânia
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