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    Uma mulher do exército norueguês durante exercícios no norte do país, 11 de agosto de 2016

    Irmãs de armas: mulheres do exército norueguês gostam mais da vida militar que os homens

    © AFP 2017/ KYRRE LIEN
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    No ano passado, a Noruega se tornou a primeira nação nórdica, a primeira nação europeia e o primeiro membro da OTAN que aprovou a conscrição universal em nome da igualdade de gêneros. Atualmente, as mulheres norueguesas desfrutam a vida no serviço militar e gostam mais dela que seus "companheiros de combate".

    A última pesquisa mostra bons resultados em relação ao apoio a um exército com igualdade de gênero. Inesperadamente, as meninas norueguesas se sentem mais confortáveis no exército que seus colegas masculinos.

    Uns 90 por cento das recrutas femininas de 2016 disseram que cumpririam seu dever militar, mesmo que o serviço fosse voluntário, ao contrário de 84% dos rapazes. Além disso, uma esmagadora maioria das mulheres soldados no serviço militar obrigatório o recomendaria a outras meninas, informou o jornal norueguês Aftenposten. Por último, menos mulheres que iniciaram seu serviço militar no verão de 2016 desistiram, em comparação com os homens.

    De acordo com o comandante supremo Haakon Bruun-Hanssen, a pesquisa mostra que, em geral, as grandes expectativas de jovens foram adequadamente cumpridas. Em total, 84% dos soldados noruegueses disseram que estão satisfeitos com o serviço. Além disso, a prática da acomodação conjunta de homens e mulheres recrutados mostrou ser um sucesso e vai ser imitada em outros países nórdicos, como a Finlândia, cujas forças armadas têm vindo a experimentar alojamentos partilhados. De acordo com Anna Olivia Mohaugen, da Marinha norueguesa, casernas mistas fornecem bom moral e contribuem para uma melhor relação entre os gêneros. A pesquisa de 2014 mostra que os dormitórios unissex ajudam a combater o assédio sexual e provoca a assim chamada "eliminação da diferença de gênero", o que ajuda os soldados a desenvolver relações fraternais.

    A única falha que mancha a situação de outra forma lustrosa é o problema inveterado de assédio sexual, que parece ser quase impossível de erradicar. No total, 15% das mulheres recrutadas relataram ter sofrido de assédio sexual, o que ainda assim é uma melhoria em comparação com os 23% em 2012. É de referir que 2% dos recrutas masculinos também relataram experiências de assédio. Em grande parte, se trata de abusos verbais.

    "As Forças Armadas têm uma tolerância zero para abuso e chacota", disse o comandante supremo Haakon Bruun-Hanssen.

    De acordo com Anna Olivia Mohaugen, uma possível explicação é que muitos recrutas vêm diretamente da escola secundária e trazem seus modos e costumes.

    As Forças Armadas norueguesas contam com cerca de 23 mil efetivos, incluindo funcionários civis, e têm uma força de combate em caso de mobilização total de cerca de 83 mil.

    As mulheres norueguesas têm podido se voluntariar para o serviço militar desde há várias décadas, ajudando a adicionar um toque feminino às Forças Armadas. A conscrição foi alargada às mulheres norueguesas apenas no ano passado, quando constituíram cerca de 25% dos 8.000 jovens recrutados. Atualmente, a porcentagem de mulheres constitui cerca de 17 por cento, mas está gradualmente aumentando. Quatro dos últimos cinco ministros da Defesa noruegueses foram mulheres.

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    Tags:
    exército, mulheres, mulheres fortes, recrutamento, Noruega, Finlândia
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