17:11 20 Setembro 2017
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    Manifestante exibe bandeira da Irlanda em Dublin (arquivo)

    Irlanda pode fechar 40 mil postos de trabalho após Brexit

    © REUTERS/ Cathal McNaughton
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    Uma possível saída radical do Reino Unido da União Europeia poderá ocasionar sérios problemas sociais e econômicos para a Irlanda, provocando, na pior das hipóteses, o fechamento de milhares de postos de trabalho e significativas perdas no Produto Interno Bruto ao longo dos próximos dez anos. É o que afirma o Banco Central do país.

    "Num cenário de Brexit duro, nossas estimativas sugerem que, após dez anos, o PIB cairá cerca de 3% e o número de pessoas empregadas terá uma redução de 40 mil", disse Gabriel Fagan, economista-chefe da instituição. Segundo o especialista, a Irlanda sofrerá as piores consequências se o Reino Unido não estabelecer um acordo de livre comércio com a UE. 

    A primeira-ministra britânica, Theresa May, deu início formalmente ao processo de retirada no último 29 de março, ao ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que prevê um prazo de dois anos para a conclusão do processo. 

    No caso de um Brexit "duro", isso significa que o Reino Unido não terá mais acesso a quatro liberdades de trânsito dentro do mercado comum europeu: de pessoas, bens, serviços e capital. Muitos acreditam que essa pode ser a escolha de Londres, de forma que, assim, o governo teria mais controle sobre a questão da imigração. 

    Recentemente, Theresa May anunciou a intenção de antecipar as eleições gerais em seu país, que seriam realizadas apenas em 2020, para o próximo 8 de junho, medida que foi aceita pela maioria dos parlamentares britânicos. Embora a expectativa seja de vitória para May, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, disse no final do mês passado que, dependendo dos resultados dessa eleição, o novo governo britânico poderia revogar o Brexit se quiser, decisão que, segundo ele, seria muito bem recebida pelos membros da União Europeia.  

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    Tags:
    Brexit, União Europeia, Parlamento Europeu, Gabriel Fagan, Antonio Tajani, Theresa May, Londres, Reino Unido, Irlanda
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