19:07 11 Novembro 2019
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    Soldados da Noruega na capital Oslo

    Plano de defesa da Noruega deixa país desprotegido

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    O exército norueguês tem capacidade para defender uma área de 600 km², ou seja, área equivalente a um munícipio médio do país, sendo que há 426 municípios, revelou o relatório do exército, que deixou Ministério da Defesa da Noruega constrangido.

    No ano passado, a Noruega adotou um novo plano de defesa para o exército. Mas o relatório feito por Brigadier Aril Brandvik revelou as desvantagens do plano adotado pelo país. Segundo o documento, que foi publicado pelo jornal Aftenposten, as Forças Armadas da Noruega possuem prontidão de combate baixa e "força de combate real" insuficiente em comparação aos oponentes mais avançados tecnologicamente.

    Com exceção do batalhão do Telemark (cerca de 470 soldados), inteligência e forças especiais, as Forças Armadas norueguesas não são capazes de prestar prontidão para ações militares em um prazo de horas.  Além disso, de acordo com o relatório, conseguem proteger apenas uma área de 600 km², no entanto, a área total do país corresponde a 385.000 km², aproximadamente.

    Assim, tais insuficiências significam que Noruega não vá poder se defender até a chegada das forças aliadas. No entanto, o país, além dos problemas citados acima, também apresenta dificuldades ligadas à comunicação especialmente à longa distância.

    O relatório também constata que o país possui número insuficiente de helicópteros e forças de reserva.  Ademais, a coordenação dos setores de defesa não é desenvolvida e se encontra a um nível baixo.

    Entretanto, o autor do relatório, Aril Brandvik, vê uma luz no fim do túnel caso o país dê "passos mais espertos", tais como deslocamento "mais ágil" das tropas para aumentar sua capacidade de manobra.

    Atualmente, Noruega pode usar duas estratégias de defesa. A primeira chama-se "o conceito de manobras" e foi utilazada pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial para derrotar adversário.

    A segunda estratégia — "o conceito de intercambio", sugerida pelo autor do relatório, que significa atacar adversário à longa distância, com armas de longo alcance, tais como mísseis, permitiria diminuir perdas.

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    Tags:
    prontidão de combate, defesa, aliados, plano, proteção, helicópteros, área, relatório, Forças Armadas, Ministério da Defesa, Noruega
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