09:15 25 Novembro 2020
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    O projeto europeu parece se estar desintegrando gradualmente e muitos países do antigo bloco soviético começaram a perceber que se decidiram juntar à "família europeia” precipitadamente, que a União nunca foi "um jogo limpo" e que ali eles foram "deixados para estagnar". Assim, agora eles se estão virando para a Rússia.

    "Os países do antigo bloco soviético são uma espécie de papel tornassol que mostra que a UE nunca foi um jogo limpo. A Alemanha e os países da Europa Central prosperaram por um tempo, enquanto outras nações foram deixadas a estagnar", escreve o cientista político, analista e especialista em Europa de Leste Phil Butler em seu artigo para a revista online New Eastern Outlook.

    "A UE, a OTAN e a aliança ocidental falharam completamente perante o povo da Europa de Leste. O amor desenfreado dos ex-membros do bloco soviético está virando lentamente em desprezo. O Euromaidan e depois a guerra civil revelaram uma divisão ideológica e cultural", disse.

    Em seguida, o cientista político deu como exemplo os processos políticos que estão decorrendo em vários países da Europa do Leste.

    Na Moldávia, diz ele, se observa "uma viragem geral em direção à Rússia". O novo governo do país foi capaz de vencer porque "a maioria dos moldávios são a favor da parceria estratégica com a Rússia" que o novo governo está defendendo.

    "Em 2014, a nossa atual coalizão pró-europeia no parlamento assinou um acordo de associação com a União Europeia e nós não recebemos quase nada da União Europeia, tendo tido uma grande redução econômica por perdermos o mercado russo. [A Rússia] é o nosso parceiro estratégico, é o que acontece quando os políticos que tentam destruir os laços e tradições antigas entre os nossos povos chegam ao poder", cita o analista a ex-premiê da Moldávia e atual chefe do Partido Socialista Zinaida Greceanii.

    Ao sul e oeste da Moldávia, uma série de estados-membros da UE discute um processo semelhante ao Brexit para abandonarem o sistema globalista que muitos veem como condenado ao fracasso, disse ele.

    Numa pesquisa recente realizada na Hungria, 75% dos entrevistados queriam relações pragmáticas e favoráveis com a Rússia, contra isso se pronunciaram apenas 5%, que afirmam que "a Hungria não deve sequer falar com o presidente russo Vladimir Putin".

    A reinicialização das relações turco-russas, especialmente a renovação do projeto do gasoduto Corrente do Sul, reflete a viragem em direção à Rússia na Grécia, Macedônia, Eslovênia, Itália e outros ex-devotos da OTAN e da UE.

    "Não importa como são classificados todos esses movimentos geopolíticos, é claro que existe uma tendência a favor dos laços com a Rússia", conclui.

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    Tags:
    geopolitica, Vladimir Putin, União Europeia, Hungria, Moldávia, Leste Europeu, Europa Oriental, Rússia
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