03:31 16 Agosto 2018
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    Embarcação Castoro Sei, envolvida na construção da segunda etapa do gasoduto Nord Stream

    Comissão Europeia poderá dar 'luz verde' ao gasoduto Nord Stream 2

    © Sputnik / Igor Samoilov
    Europa
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    O gasoduto Nord Stream 2 deverá entrar em operação em 2019. O projeto precisa ainda de ser aprovado pela Alemanha, Finlândia e Dinamarca.

    Os principais opositores ao novo gasoduto são a Polônia e a Ucrânia. Kiev teme que o Nord Stream 2 reduza o seu papel de país de trânsito do gás russo fornecido à Europa, perdendo consideráveis taxas de transporte.

    Nos últimos anos, a gigante russa de energia Gazprom não escondeu seus esforços para contornar os países de trânsito da Europa Oriental através de vários projetos de gasodutos offshore, incluindo o Nord Stream 2, o Turkish Stream e o South Stream, o último dos quais foi cancelado por Bruxelas em 2014.

    Aleksei Grivach, vice-chefe do Fundo Nacional de Segurança Energética da Rússia, assinalou que há progressos visíveis na implementação do Nord Stream 2.

    "Foram feitos alguns progressos. A questão é que a proibição da construção do Nord Stream 2 pela Comissão Europeia seria considerada politicamente parcial e sem fundamento em termos jurídicos. Como resultado, Bruxelas teria de fazer algo para corrigir o problema. Agora é o momento certo para evitar tal cenário", disse Grivach ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    O especialista é de opinião que os desenvolvimentos construtivos no Nord Stream 2 permitiriam tornar mais positivas as relações Rússia-UE no domínio da energia.

    "Os recentes acontecimentos indicam que a política de sanções e o esfriamento das relações prejudicaram a cooperação energética e, em geral, a coexistência normal entre a Rússia e a União Europeia, que são parceiros comerciais próximos destinados à cooperação", disse.

    Segundo ele, o fato de que a Comissão Europeia está se inclinando para a aprovação do Nord Stream 2 indica que ambas as partes encontraram uma maneira de superar o impasse.

    "A situação parece estar sendo resolvida com um mínimo de perdas. A maior parte das reclamações de Bruxelas [contra o Nord Stream 2] era injustificada. Finalmente, há uma decisão equilibrada que vai acabar com o impasse sem procedimentos legais adicionais", concluiu Grivach.

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    oleoduto, gasoduto, Nord Stream-2, Nord Stream 2, União Europeia, Comissão Europeia, Aleksandr Novak, Jean-Claude Juncker, Mar Báltico, Bruxelas, Moscou, Alemanha, Europa, Rússia
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