00:15 04 Dezembro 2020
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    O banco de investimentos suíço Credit Suisse cantou a pedra: os riscos financeiros e diplomáticos da União Europeia vão crescer substancialmente na União Europeia pelo menos até maio.

    De acordo com relatório divulgado hoje pela instituição, as eleições na Holanda e na França são os maiores temores para a estabilidade do bloco. Em ambos os casos, candidatos "eurocéticos" (contrários à integração promovida pela União Europeia) despontam como nomes importantes na disputa: o holandês Geer Wilders (com 20% das intenções de voto) e a francesa Marine Le Pen (até aqui favorita no 1º turno).

    Le Pen é inclusive apontada como "o maior risco à UE" neste ano. O banco alerta que pesquisas favoráveis à líder da Frente Nacional aumentariam a instabilidade dos mercados e queda do euro. Os investidores, porém, preveem derrota da candidata de extrema-direita no segundo turno das eleições francesas.

    Economia cambaleante

    Nem só de política vive a União Europeia e as economias nacionais da Itália, Portugal e Grécia inspiraram preocupação do Credit Suisse. No último caso, o banco suíço destaca o descompasso entre o que espera o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Alemanha quanto aos gregos: se no primeiro caso, defende-se alívio nas metas de superávit primário, no segundo os alemães se recusam a dar qualquer colher de chá.

    A Grécia recebe ainda neste primeiro semestre, um pacote de alívio financeiro na casa dos €86 bi (cerca de R$285 bi).

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    Tags:
    FMI, Fundo Monetário Internacional, Credit Suisse, Frente Nacional, Geer Wilders, Marine Le Pen, Holanda, França, Alemanha, Portugal, Grécia, Itália
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