13:23 31 Março 2020
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    Um aumento inexplicável nos níveis de radiação tem sido detectado por estações de monitoramento ao longo de todo o norte e oeste europeu. Embora a situação ainda não represente um grande risco para os humanos, autoridades locais se esforçam para entender o que pode estar acontecendo.

    De acordo com alguns especialistas, o fenômeno seria evidência de um provável vazamento nuclear em alguma instalação do continente. 

    Em janeiro, estações da Noruega detectaram a presença do radioiodo I-131, um isótopo radioativo que é um subproduto da energia nuclear e de certos processos médicos. Embora perigoso para o organismo, o país considerou que os níveis não eram altos o suficiente para emitir um alerta.

    Pouco depois do caso norueguês, Finlândia, Polônia, Alemanha, República Tcheca, França e Espanha também relataram ter detectado a substância. No entanto, o nível mais alto, verificado na França, era cem vezes menor do que o mínimo considerado para um alarme. 

    De acordo com a chefe da Autoridade Norueguesa de Proteção da Radiação, Astrid Liland, embora minúscula, a radiação está se espalhando, e as autoridades europeias acreditam que esteja vindo de algum lugar da Finlândia, da Suécia ou da Rússia. 

    "Uma vez que apenas o iodo-131 foi medido, e nenhuma outra substância radioativa, pensamos que se origina de uma empresa farmacêutica que produz drogas radioativas", disse Liland ao Motherboard. "O iodo-131 é usado para o tratamento de câncer", explicou. 

    Apesar dos registros e da desconfiança dos especialistas, ninguém assumiu a responsabilidade por qualquer vazamento radioativo até o momento. 

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    Tags:
    câncer, iodo, energia nuclear, radiação, Motherboard, Astrid Liland, Polônia, Alemanha, República Tcheca, Espanha, França, Finlândia, Suécia, Rússia, Noruega, Europa
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