10:03 22 Agosto 2017
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    Reunião do presidente da Ucrânia Poroshenko com o Secretário Geral da OTAN Stoltenberg

    'Nem os ucranianos necessitam da OTAN, nem a Aliança necessita da Ucrânia'

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    Europa
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    O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, afirmou que está disposto a convocar um referendo em relação à adesão do país à OTAN. Entretanto, a Aliança Atlântica não considera que a Ucrânia possa entrar na organização nos próximos anos. O ex-diplomata tcheco Kiri Bata comentou à Sputnik as aspirações atlânticas de Kiev.

    "Os representantes da OTAN têm uma postura sóbria e também cética quanto à possível adesão da Ucrânia à Aliança, e enviam uma mensagem clara ao país", assegurou o entrevistado.

    Kiri Bata reconheceu que o presidente Poroshenko tem numerosos adeptos que o apoiam no seu desejo de organizar um plebiscito. Por outro lodo, se o referendo for realizado, a maioria dos cidadãos "votaria contra o ingresso do país na OTAN", considerou.

    O diplomata o explicou esta diferença pelo fato de os ucranianos e do seu presidente "terem diferentes problemas".

    "Acredito que a ideia de realizar um referendo é irracional. Somente 30% dos ucranianos consideram a OTAN como uma organização defensora. São pessoas que têm a possibilidade de viver dignamente na situação geopolítica atual", observou.

    O resto da população ucraniana vive em condições que "não lhes permitem pensar em coisas que vão além dos seus problemas diários", assegurou o analista.

    Kiri Bata resumiu que a Aliança Atlântica carece de sentido, de missão e de confiança já há muito tempo. Na sequência disso, a questão atual seria "não uma possível ampliação, mas [antes de tudo] a sua dissolução ou reorganização, para além da mudança nas suas prioridades", prosseguiu.

    "As atividades da OTAN na Europa vão muito além da defesa: em vez de contribuir à segurança, a Aliança cria condições para uma confrontação militar com a Rússia, o que é inaceitável", concluiu o ex-diplomata.

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    Tags:
    bloco militar, aliança militar, adesão, OTAN, Pyotr Poroshenko, Ucrânia
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