23:27 23 Janeiro 2020
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    As declarações das autoridades ucranianas que elas controlam completamente as múltiplas formações "voluntárias", compostas por partidários de grupos extremistas, não correspondem à realidade, considera Jack Losh, analista do Washington Post.

    O jornalista sublinha que a Ucrânia assegurou por várias vezes a comunidade internacional que os combatentes do grupo Setor de Direita (Pravy Sektor, organização extremista, proibida na Rússia) foram completamente retirados das zonas de combate em Donbass. Mas a realidade mostra o contrário.

    "Oficialmente não estamos presentes. Os políticos dizem que nós fomos retirados. Mas no Leste é outra coisa. Nós nos damos muito bem com os soldados. Temos um inimigo comum", declarou um dos combatentes do Setor de Direita ao jornalista americano.

    O analista do Washington Post observa que no futuro os "voluntários" podem se tornar uma ameaça séria para Kiev. De acordo com ele, o governo ucraniano brinca com o fogo fechando os olhos à presença de radicais na zona de conflito.

    "Os políticos temem que, quando guerra acabar, nós regressemos a Kiev e viraremos nossas armas contra eles. Nós seremos obrigados fazê-lo. É o nosso dever", confessou um dos combatentes.

    Losh frisa que radicais de todas as partes do mundo vêm combater no Setor de Direita. Assim, o jornalista conseguiu falar com um neofascista italiano e um militante da extrema direita dos Países Baixos.

    O Ministério da Defesa ucraniano se recusou a comentar os materiais recolhidos pelo jornalista.

    Em conclusão, o autor do artigo cita um dos voluntários:

    "Precisamos de mais uma revolução. Os políticos continuam roubando. Não acreditamos neles."

    Jack Losh considera que as declarações dos radicais revelam o espirito golpista que reina nas fileiras do Setor de Direita.

    O Setor de Direita é um movimento que reúne uma série organizações radicais nacionalistas na Ucrânia. Em janeiro e fevereiro de 2014, membros do grupo participaram de confrontos com a polícia e da invasão de diversos prédios administrativos do país e, desde abril de 2015, promovem a repressão contra as milícias no leste da Ucrânia.

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    Tags:
    radicais ucranianos, radicalismo, Setor de Direita, Donbass, Kiev, Ucrânia
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